[ilegível]
“Hora horæ accusativo do singular?” perguntava com grande emphase da magistral cadeira que interinamente occupa, o profundo latino Nobre de Carvalho, a um innocente de 13 a 14 annos. “Horam...” respondeu o innocente. “Quina?” “Horam...” respondeu um membrudo e atambasado que se seguia. “Chegue-lhe”, e sem dó nem consciencia tremenda palmatoadas era dada no innocente. “Ablativo do plural? Torna de novo o professor.” “Horibus...” “Quina?” “Horis...” “Chegue-lhe”, dizia o interino acodindo-lhe aos labios aquelle sorriso azedo que tão bem lhe fica, e assim continuou a perguntar e a mandar bater desapiedadamente n’aquella criança affirmando-nos que o innocente levara vinte e tantas palmatoadas. Aposto sr. professor padre mestre ou que é lá, que se lhe perguntassem salteado o verbo Fero v. s.ª ou v. reverendissima errava?