Voltar ao arquivo
Artigo
Acidentes e sinistrosArqueologia e patrimónioEconomia e comércioEstatísticasExércitoMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoReligiãoSociedade e vida quotidianaTransportes e comunicaçõesComércio localFalecimentosMovimentos de tropasNaufrágiosNavegacçãoNomeaçõesNomeações eclesiásticasRepartições públicasRuínas e monumentos
Paris · Alemanha · França · Prússia Exterior / internacional · Interpretacção incerta

PreviamaçAo <Io almirante EL a Itonclcre lt* Xoary Officiaes, officiaes marinheiros e marinheiros. Fostes chamados a Paris para juntamente com os vossos irmãos da guarda nacional e do exercito defenderdes a capital. A patria conta com a vossa coragem, a vossa dedicação e o vosso sentimento de disciplina. Fareis ver que essas virtudes que animam o homem do mar, não são menores n’um bastião que no convez d’um navio. Sereis nos entreicheiramentos de Paris o que haveis sido em Sebastopol. E se chegar a hora d’um esforço supremo, testemunhareis pelo vosso patriotismo e valor que sois dignos de serdes escolhidos para defender o coração da nossa querida patria. No dia 18 de agosto, veio atracar a nau almirante «la Magnanime», um navio prussiano com a bandeira branca de parlamento, trazendo a seu bordo um contra-almirante e o principe de Hesse, acompanhados de muitos officiaes. O almirante Fourichon deixou-se ficar na camara, e a deputação foi recebida pelo sr. barão Roussin, capitão de fragata, chefe de estado maior da esquadra. Eis textualmente a conversação que houve: O príncipe de Hesse.—Senhor, eu sou o principe da Hesse. O barão Roussin.—Senhor, tenho muito gosto em recebel-o. O principe de Hesse.—Não deve ignorar o exito incontestável das nossas armas em terra; demais não devo ser eu quem lho diga. O barão Roussin.—Com effeito? O principe de Hesse.—Eu venho dizer-lhe unicamente que se continuam o bloqueio, o seu governo terá de satisfazer uma onerosa indemnisação a sua magestade o rei da Prússia, «porque arruinaes o nosso commercio.» O barão Roussin.—A França, senhor principe, não está tão compromettida, como quer dizer, e emquanto não tiver novas ordens, creio bem que o almirante ha de continuar o bloqueio com vigor.» O pretexto d’esta visita era levar este despacho ao almirante Fourichon. Na realidade não era mais do que uma espionagem disfarçada; cujo fim evidente era conhecer o estado das forças navaes francezas e saber se a esquadra prussiana, que augmenta de dia para dia, puderia apresentar-se diante da franceza. O que parece indicar a boa opinião em que tiveram as forças, é que a esquadra prussiana ainda não sahio da bahia de Jahde. Os jornaes hollandczas publicam cartas da Allemanha referindo-se ás perdas dos prussianos, taes quaes as dá uma repartição de estatística que se estabeleu em Treves. Até o dia 17 d’agosto as perdas elevavam-se a 150:200 homens. 79:483 mortos ou extraviados; 67:617 feridos; 3:100 fallecidos de doenças. Accrescentam aquellas folhas que a jornada de 18 foi mais mortifera para o exercito allemão que todas as outras jornadas.