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Paris · França · Prússia Exterior / internacional

A guerra—A circular de Júlio Favre—Diversas noticias—«Senhor,—Não sei quando, este despacho vos chegará ás mãos. Ha trinta dias que Paris está sitiado, e a sua firme resolução de resistir até que haja alcançado a victoria póde prolongar por algum tempo a situação violenta que o separa do resto do mundo. Todavia, não quiz demorar, nem por um dia, a resposta que merece a exposição do sr. conde de Bismark ácerca da entrevista de Ferrières: primeiramente devo notar que elle confirma todos os pontos da minha narrativa, excepto no que respeita a um colloquio sobre as condições da paz, as quaes, segundo mr. de Bismark, não foram por nós discutidas. Reconheci que sobre este particular o chanceller da Confederação do Norte, desde as primeiras palavras, me oppoz uma excepção deduzida da minha declaração absoluta—que eu não consentiria em qualquer cessão de territorio;—porem o meu interlocutor não póde deslumbrar-se do que, insistindo eu, se explicou categoricamente, e mencionou, no caso em que o principio da cessão territorial fosse admittido, as condições que enumerei na minha exposição:—abandono pela França de Strasburgo com toda a Alsacia, de uma parte da Lorena. O chanceller observa que estas condições podem ser aggravadas com a continuação da guerra. Assim m’o declarou, em verdade, e lhe agradeço ter querido elle proprio confessal-o. É bem que a França saiba até onde chega a ambição da Prússia: não para ante a conquista das duas províncias nossas, prossegue impassível na empreza systematica do nosso aniquillamento. Depois