Promenores ácerca de Metz «Esch, 26 de outubro. Alguns ‘dias antes, o general Coffiniéres, cummandunte da cidade e du fortaleza de Metz, informára o marechal Bazaine, que acampava em frente da cidade, que já não podia fornecer viveres. «O marechal ordenou então aos seus postos avançados que cessassem o fogo, e permittio tacitamente aos seus soldados que desertassem por grupos de dez ou doze homens, que os postos avançados prussianos aprisionavam. Depois do meio dia de 24 de outubro, chegaram informações de Metz, trazidas por um espião de que uma sortida em massa, seria intentada de noite, sobre Gravelotte. «Como as propostas de capitulação de Bazaine só com o seu exercito tinham sido muitas vezes e peremptoriamente rejeitadas. aquelle movimento era intentado sem esperança alguma de salvar uma parte das tropas, mus simplesmente para entrar nas linhas alkmães, e forçar o inimigo a aprisionar os francezes. «D’esta maneira, a fortaleza poderia resistir ainda algum tempo, apenas com a sua guarnição «Á* sele horas da noite, todavia, Ba zaine conseguio convencer CofThdèrea, de que o sangue derramado seria um preçomui doloroso de alguns dias mais de resistên cia. Foi mandado um emissário ao p<inci pé Fredanco Carlos para lhe manifestar as intenções da crpilulação. «Era a primeira proposta que comprehendiu a fortaleza o o exercito. Em conse quência d’Ísto, á meia noite, as tropas al leinàs, que silenciosirmente ce tinham con centrado do lado de Gruvelulte, receberam ordem de retirar para os seus acampamen tos, «A' uma hora da madrugada, hontem, o general Chaugarni r, enviado como ple iiipotencinrÍM,e4eve uma hora como prin cipe Carlos. Regressou d’esln entrevista to do transtornado e depois desculpando-se de algumas distracções que se lhe tinham no tado, disse :—«Não vos admireis ; o prín cipe é tão duro I» «Em resultado duma combinação feita n’essa entrevista, o geneial Slicktes e o co ronel Von Hergmirg. chefe de estado maior do exercito do príncipe real, dirigiram-se a Frescaly, palacio a ires milhas ao sul de Metz e nas linhas allemãs. «Dois commandantes franceres, com Humbail, segundo commandante da forta leza, para ahi se d rigiram n’uma carrua gem prussiana. A entrevista durou desde as seis até ás sele horas da noite, e só du zio um aceordo parcial. Os outros pon tos deviam ser discutidos hoje ao meio dia. «Não ha duvida que a demora da capi tulação de Metz, produzida por esle deS accorJo, não será grande, porque tudo pa rece indicar que a cidade está reduzida ao ultimo extremo. N’esta previsão, o segun do corpo recebeu ordem de marchar sobre Darí.s boutem ao meio dia. Concentraram se as oukas tropas em todos os poulós ac cessiveis proximos de Matz, para impedir uma deserção em massa, o que parecia ser o ultimo recurso que restava a Bazaine e Conílmiéres paia salvar os seus manlimen sos e prolongar a resistência. O general Conífinién s, commandante de M fz, no dia 15 duotubro dirigio ao mai re da mesma cidade uma carta, na qual, agradecendo uma manifestação do conselho municipal, diz : «Podeis confiar que cumpriremos ener gicamente o nosso dever. Faremos, sem «hesitar tudo o que fôr humanamente pos siv-d. .. «Existe n'este momento um governo de facto em França o qual assumiu o titulo de «governo da defeza nacional. É mister que «reconheçamos este governo, e que aguar demos as resoluções do parlamento con slitumte, que deve ser eleito pelo paiz. «Dizeis-nos qua os habitantes ficaram «dolorosamente surprshendidos ao saber «que es nossos viveres eram mui escassos. «Era todavia facil de prever, que bem li mitados deviam ser os recursos, nuandu «uma praça coma Metz teve de fo nectr «durante dois mezes as subsistências ne cessarias para uma população civil e mi litar de mais de 230:000 almas. De res to, nunca occultei esta situação ; n rc ducção d is rações do »xercilo ; as medi | «das restrmtas adoptadas para nos assegu «rarem padarias, tmalmimte, as conversas «que tive comvusco, sr. matre, e com di «versos habitantes da cidade, revelavam «por um modo bem explicite, que se ex i «hauriam os n -ssos víveres. I «Decerto seria ocioso ei>fregarmo-nos a «recriminações ácerca do passado, e a ac cusações contra esta ou aquella pessoa. ( «Consideremos antes com coragem a «iíua «çjo como ella é, e cou o dizeis mui sen «satamente, supp-rtvmas as suas conse i «queneias com energia, e com a firme re «soluçSo de as encaminhar pelo melhor mo «do pussiv'1. V.onmffércs.» O Daily Nem, discorr-ndo ácerca da capitulação de Metz, diz o seguinte : «Com o marechal Bazaine, o marechal Canrvbeit, o marechal Leboeuf, o g ncml Decaen e o g neral Ladmirault, 130:000 h»mens depozeram as armas hontem, de pois do meio dia, comprehendcndu a guar nição da fortaleza, e n\sle num ro não ha menos, segundo se diz, de 20:000 feridos c doentes. Como a guarnição não eia de menos de 25:000 a 30:000 homens o res to das forças do exercito do Rhcno era, pois, de 120:000 a 125:000 homens. «O exercito compunha-sc de quatro cor pos. O 2.®. antes sob o commandu do ge neral Frossard, que tanto soiTrtu em Spi keren e em Forbach ; o 3 ' ceminarjdàdo primeiro Bazaine, mas depois confiado ao general Decaen : o 4.° ás ordens do gene ral Laudmirault; e a guarda imperial com mandada ainda ba puuco pelo general Bour baki. «Com a rendição de Metz muitas di i sões da landwehr e sete corpos do exerci to allcmãs—o 1.", 2.’, 3.°, 7.’, 8.®, 9 ® e 10."—ficam livrts para outro serviço. As snas forças reuuidas, deduzindo as perdas durante as batalhas e o a sedio, não se ele vam provavelmente, com a landwehr, a menos de t80:Õ00 homens.» Logo, Bazaine linba 100:000 bomei s validos para combater os 180:000 prus sianos, procurar romper as suas linhas, vencer cu ser derrotado, mas salvar a pra ça, que ainda tinha viveres para alguns dias, sem grande esforço.
Artigo
Acidentes e sinistrosExércitoMeteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localSaúde e higiene públicaDeserçõesIncêndios