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Artigo
Justiça e ordem públicaMunicípio e administracção localBebedeiras e desordensHomicídiosObras municipais
Paris · França Exterior / internacional

Resposta de Thiers aos delegados dos maires de França—Juntaram-se no dia 22 de abril em Vincennes varios maires, adjuntos e conselheiros municipaes de Paris e foram dias depois a Versailles propor ao sr. Thiers suspensão de armas, estabelecimento das franquias municipaes, e que não houvesse represalias. O sr. Thiers declarou-lhes que a sorte da republica dependia do procedimento dos republicanos, que a republica existe e elle, simples cidadão, ha de mantel-a. Já deu a sua palavra e não falta a ella. A maioria recebeu mandato monarchico, mas tem a prudencia de entender que a republica é hoje a melhor fórma de governo para a França. O caso está em que haja ordem e possa haver trabalho que os defensores especiaes da republica estão impedindo. Accrescentou que a assembléa era das mais liberaes; mais liberal que elle. A lei municipal é obra d’ella. Thiers não a faria assim. A assembléa agora não póde conceder mais. O suffragio universal é o meio legal de obter tudo. Não é possivel conciliação entre o governo legal, e a desordem e a rebellião, fomentadas por estrangeiros. O governo é humano e generoso. Trata bem os prisioneiros. Perdoa a todos, excepto aos assassinos. Estou prompto a consentir que por uma porta de Paris saia quem quizer durante tres ou quatro dias. Podem dizer isto aos homens da communa, mas não prometto outras concessões, nem consinto em lhes reconhecer o caracter de belligerantes. Isto passou-se no dia 25. No dia 26 foram os delegados á communa e fallaram com Paschal Gousset, ministro dos estrangeiros, o qual lhes disse que Versailles não precisa conciliação, e a communa estava prompta a acceital-a em tanto que triumphassem os principios que sustenta com as armas na mão. O governo da communa é mais regular que o de Versailles que foi organisado no paiz estando sujeito aos estrangeiros. Á vista disto os delegados Couttin, Genevulx, Jacquel, Lecresnier presidente, Leplanquies, Létellier e Minut secretarios, e Ibudot e Rouget de Lisle declararam que á vista das respostas de Versailles e de Paris o terreno da conciliação não está preparado para os seus esforços.