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Riam-se lá dos magnetisadores

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Coimbra · Portugal

Encon￾tramos no Tribuno Popular, jornal de Coimbra, uma curiosa noticia, cuja veracidade, com a devida venia do coUega,por ora temos alguma duvida em admittir. O fa￾cto é tão extraordinário, reveste-se de circunstancias tão alheias á ordem natural das couzas, e tão mysterio￾sas que o ver e crcr não significa aqui o scepticismo, mas uma prudente reserva, que a boa lógica aconselha, e que o senso commum auctorisa. Esperamos pela confirmação do facto. Eis a noticia: « Ha no convento das Ursulinas d'csta cidade uma educanda, natural de Mortagua, de 18 annos de idade que, cm abstraçeões as mais concentradas, vê com a maior exaclidão factos que se estão dando cm lo￾gares distantes, embora as pessoas com quem se dão, não possam por forma alguma estar ao alcance da vis￾ta da educanda! Sem saber ler, nem escrever, lê as receitas que os médicos lhe applicam, embora lh’as não mostrem ! Estando no seu aposento relata palavra por palavra uma conversação que no momento esteja tendo lugar na portaria! Basta fallar uma vez com uma qual￾quer pessoa, para formar d’c]la e de seus caracteres juí￾zos tão acertados e tão bem concebidos, c que expõe com toda a franqueza que não deixam duvida alguma, que nãa podem ser frueto de uma intclligcncia tão pouco es￾clarecida como é a d’csla educanda no seu estado nor￾ma). » *