Viva o sr. Taborda
No caminho de ferro de sueste vão as cousas correndo cada vez melhor. O sr. Paula Soares que no dia 13 remetteu para o Barreiro uma avultada porção de trigo até hoje não lhe consta que tenha chegado ao seu destino! Os wagons carregados de manganes ficam por essas estações e só são conduzidos para o Barreiro quando não ha carga!! Desde a estação do Guadiana até á de Beja estações, casas etc. etc. estão atulhadas de trigo e cuida-se d’elle com tanto esmero que quando se encontra só um sacco rôto se fica muito contente! Porque no outro dia se apresentaram na estação de Baleizão a tomar bilhete trinta pessoas e ha só uma carruagem mixta, quem não apanhou lugar d’ella veio nos carros de mercadorias até Beja! Ou porque faltasse carvão, para a machina ou por maldade, a um cavalleiro de Beja, que havia mandado vir da estação do Outeiro dois pranções, porque os não fez logo conduzir para sua casa, quando tratou disso encontrou os feixos em cavacos! Por occasião da feira muitos negociantes receberam as suas fazendas no dia de S. Lourenço, isto é, quando já as não podiam vender! Sobre a chegada do comboio é escusado fallar. Continua a chegar com uma hora de atrazo e em dia de carreira do Guadiana parte de Beja sempre com grande atrazo. E não querem que demos vivas ao sr. Taborda. Havemos de dar-lhas porque o homem é merecedor d’ellas e até de um hymno. De um hymno! Lá um hymno será muito. Mas de dois livros da locomotiva é, com certeza, a sua direcção merecedora.