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Artigo

Incêndio

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Moura · Portugal Interpretacção incerta

Pela uma hora da noite de 14 do corrente mez de Agosto uma patrulha que andava de ronda pelas ruas de Moura, avisava o administrador do concelho d’aquella villa, o sr. capitão Mendonça, de que se havia descoberto um incêndio para os lados do Fojo, arrabaldes da villa. Dirigio-se immediatamente para aquelle ponto o sr. administrador, e verificou que o fogo se havia ateado em um palheiro, pertencente ao sr. Antonio Fialho Coelho, lavrador e proprietário abastado do concelho d’aquella villa. Ás 2 horas 65 cabos de policia se achavam no lugar do sinistro, bem como alguns guardas da Alfandega e do contracto, com os seus respectivos chefes, apparecendo do mesmo modo, grande numero de particulares, trabalhando todos com summo zêllo e actividade, e obstando a que o incêndio se não propagasse a um outro palheiro que ficava proximo. Ardeu todo o telhado e grande porção de palha. Diz-se que o fogo fora pegado de proposito, e a auctoridade prosegue em indagações a este respeito.