Artigo
Soneto
Enviaram-nos pela posta interna o seguinte soneto: “Dos antros infernaes volveu ousado Outro ministério portuguez, Ao despotismo jurando d’esta vez Da liberdade não deixa sequer locado; Em péssimas tendencias mui apoiado Nas farinhas e em Arouca ensaio fez; Depois d’explicar o empréstimo inglez Ao Oriente foi mitar o padroado; Do proprio rei a amnistia desmentiu, Cidadãos desterrou tyrannamente, Com traça e força a imprensa perseguiu; Aos corruptos pagou tão largamente, Que alfim a moralidade succumbiu, Maldizendo a raça eternamente.” * * *.