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Artigo

Vandalismo dos defensores do altar e do throno

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África · Espanha · Europa Correspondência · Exterior / internacional

Diz um correspondente do norte de Hespanha: «Com a chegada de D. Margarida a guerra tomou um caracter sangrento, exercendo sobre os nossos soldados feridos e prisioneiros actos de tal selvageria, que sendo conhecidos na Hespanha e na Europa, não causará estranheza que haja anthropophagos na Africa. Os membros dos nossos soldados serviram de banquete aos navarros, os quaes, n’uma revista em Estella, foram apresentados a D. Carlos, que os saudou como [ilegível]. D. Margarida, apesar dos seus ferozes instinctos, afastou a vista. O populacho de Estella e alguns batalhões navarros alborotaram-se pedindo a morte dos feridos e dos prisioneiros. D. Margarida acedeu a que dizimassem os ultimos, que foram executados entre a algazarra e as danças da multidão. O correspondente allemão, antes de ser fuzilado, teve de receber o baptismo. Este é o espirito carlista. Elle, depois dos assassinatos de Ciranqui, pôde submetter as suas tropas ás regras da humanidade. Mendivi não se atreve a intental-o. Dorregaray e D. Margarida estimulam os instinctos ferozes e fazem da crueldade um systema. D. Carlos não é mais do que D. Carlos. Come muito e engorda de dia para dia. E aspira este infeliz matrimonio a cingir a corôa de D. Fernando I. A Hespanha ainda não está tão degradada!»