Companhia Fabril “Singer”
Entre as maravilhas architectonicas que estão no recinto do grande palacio da Exposição em Philadelphia, é incontestavelmente o pavilhão SINGER a primeira dessas construcções. É um verdadeiro palacio o pavilhão. Tem salas, onde estão em exposição especimens das differentes machinas construidas pela companhia; e outras, luxuosamente mobiladas, onde a familia Singer recebe com inexcedivel polidez as pessoas que o visitam, e das quaes tão sómente exige que escrevam o seu nome e naturalidade em grandes livros collocados em cada uma d’essas salas. Em outras sallas estão expostas machinas “SINGER” da casa principal Elisabethport que produz por semana 3:000 machinas e do Glasgow que no mesmo espaço de tempo promptifica 2:000 e por isso não admira que nas differentes partes do mundo estejam trabalhando 5:000:000:000 de machinas SINGER que são as melhores, as mais acreditadas e mais baratas que as de Wheeler e Wilson e sobre tudo as prestações de 500 réis semanaes torna-as ao alcance dos mais pobres cousa que nenhuma outra companhia faz. Vendem todas ellas a prompto pagamento e SINGER não faz isto porque a companhia é poderosissima. Para se fazer uma idéa da importancia e do desenvolvimento a que tem chegado a industria a que se dedica a companhia fabril Singer, e que ainda ha pouco tempo era desconhecida no nosso paiz, bastará relembrar o facto que esta companhia mandou á exposição de Philadelphia cinco mil dos seus operarios, gastando com isso cerca de 25:000$ reis. Em todos os paizes tem a companhia SINGER representantes; em Lisboa o representante é o sr. Moraes, com estabelecimento na praça do Loreto n.os 6 e 7, e a unica succursal em todo o Alentejo está estabelecida em Beja, largo de Santa Maria n.º 3 e a cargo do sr. Pereira Duarte. A succursal é digna de ser visitada, alliando-se ao luxo e conforto a amabilidade e polidez do dono da casa. Convida-se o publico a visital-a.