Aljustrel
Aljustrel, 30 de maio de 1877. Sr. redactor. — Tenho lido as correspondencias desta villa e lamento que se chegasse ao extremo. Ás inconveniencias de uns, o pouco tino de outros e os erros de muitos, acarretaram sobre esta pobre terra males como o de ser até pelos seus filhos tratada com desfavor. Que em Aljustrel as cousas não marcham bem de accordo, mas marcham como noutras terras. Esta é a verdade. Não ha motivo para se duvidar das obras da fonte. Um caracter honrado, um homem bom, o ex.mo sr. Pinção presidio a essa obra e pode dar qualquer a sua palavra de honra de que se não desviou um ceitil. Demais as contas existem e dadas a devido tempo. Joaquim Pedro de Sousa Pinção é um caracter honesto; é falso o que se lhe tem assacado, como falso, falsissimo é dizer-se que elle tem augmentado a Mantinha, mettendo para dentro terrenos concelhios. Por este fico eu, sr. redactor; dos mais em quem se tem tocado não contesto, nem affirmo o que d’elles se tem dito no Bejense. A voz do povo clama que se justifiquem nos tribunaes e elles, os accusados, devem fazel-o; todos o dizem, mas poucos confiam em que os auctores das correspondencias vão a juizo. É para sentir ver assim reputações manchadas. Isto por aqui está effervescente e agoiro mal do negocio, e os correspondentes se quebrassem as pennas mostrar-sehiam amigos de Aljustrel. Eu só quero ordem e desejo harmonia porque me parece que cada artigo é uma cavadella na sepultura deste concelho. * *