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Artigo

ALJUSTREL / ERVIDEL

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Aljustrel · Barrancos · Ervidel · Portugal

Nos primeiros dias do julho foi ordenado ao nobre e recto juiz ordinario deste julgado, pelo meritissimo juiz de direito, para ir a Ervidel fazer um aucto de corpo de delicto em uma propriedade onde um individuo tinha cortado algumas arvores sem lhe pertencerem pois até hoje ainda este ordinario juiz se não dignou cumprir com as ordens dos seus superiores! e o direito de propriedade cae aos pés do sr. [ilegível], e o crime fica impune porque o desmazelo do juiz ordinario chegou ao seu auge! No dia 11 officiou o celebre administrador ao regedor de Ervidel, dizendo-lhe que desse dois cabos de policia a um criado da sr.ª Maria Barrancos para este vindimar a uva de uma vinha do José Pedralva e no caso de que elle recusasse que o Pedralva não consentiu na vindima e lá está com um auto de noticia em cima porque se não deixou lesar. Já veem que aqui tudo está parelhas camara, juiz e administrador é um oceano de ignorancia e de despotismo. Consta-nos que Pedralva vai querellar do administrador por abuso de auctoridade; faz bem; para nos vermos livres de tanta estupidez é preciso meios fortes a empregar, e que as leis nos facultam. E’ muito bem feito que se ensinem os ignorantes para se não meterem em couzas que não são da sua conta. Nada de perdões aos inimigos do povo, que trabalha para os sustentar com tanto sacrificio.