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Artigo

Ervidel—18 de dezembro de 1877. Sr. redactor

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Aljustrel · Ervidel · Portugal Correspondência

No Jornal do Povo de 12 do corrente vem uma correspondencia datada d’Aljustrel, que offende a dignidade pessoal e a [ilegível]. [ilegível], [ilegível], 26 de novembro, na eleição camararia d’este concelho, foi porque entenderam que deviam manifestar com o seu voto o desprezo que a camara actual e as passadas votam a esta freguezia; por dinheiro não foram, não só porque ninguem se atreveria a offerecer-lh’o, mas tambem porque não precisam; dinheiro de mais teem elles, teem até dinheiro para comprar a pena ao correspondente em elle tornando a ficar de mal com os homens que elle hoje defende. E se o correspondente desconhece o desprezo com que teem sido tratadas esta freguezia, oiça as queixas que os abaixo assignados apresentam. Precisava-se de uma casa para a escola do sexo masculino, a camara não deu um real e a casa fez-se á custa dos Ervidelenses. Ha dous annos, não havia agua nos poços da aldeia, abriu-se uma subscripção, os poços foram profundados e um, o [ilegível], foi construído de novo e alargado sem que a camara désse um real; as calçadas estão em pessimo estado e o povo [ilegível] e [ilegível] caminhos que hão de ser mais prejudiciaes. A camara de Aljustrel não tem feito nada, absolutamente nada a esta freguezia. Não acha o correspondente motivos de sobra nos abaixo assignados para darem o seu voto á opposição? Costam-lhe? tenha tambem paciencia, uma vez que a recommenda. Pela opposição devia ir todo o concelho para se [ilegível] assim que se não esqueçam do que ahi lhe teem feito. Antonio Joaquim Torres. Antonio do Nascimento Oliveira. Francisco do Nascimento Caiado. A rogo de Bernardino José Thomé, José da Graça.