Aljustrel
Aljustrel 25 de dezembro de 1877. Sr. redactor. — No n.º passado do jornal que v. redige, vem uma cousa datada d’esta villa, e assignada com umas iniciaes S. Junior, que não pretendo saber quem é, porque nem a ligo importancia a contrabandistas politicos, nem jamais offereci almoço a regedores. O correspondente historico, a memoria viva de que nunca fui mero espectador. Como na mesma se allude ao Campo de Ourique é por isso que respondo. Foi diz elle, mero espectador; então, em Aljustrel não houve ninguem que fosse mero espectador na ultima lucta eleitoral em circumstancias de escrever para um jornal; ninguem, nem mesmo o sr. Cardote que 15 dias antes da eleição disse a um cavalheiro respeitabilissimo que não trabalhava a favor de ninguem, por dever, que quem o quizesse era o seu sachristão, e que elle se não acompanhava á gente da opposição era porque razões pessoaes o impediam a isso, não porque a causa e o dever lhe [ilegível] sympathias. Nem mesmo o sr. Cardote, repetimos, que votou o trabalho contra nós, não perdemos por isso; gritámos, porque continuamos a ter s. s.ª sempre de espadim ainda contra nós e a favor dos que elle censurou no Campo de Ourique e mesmo no Bejense. O sr. Cardote é assim! Diz elle, o correspondente, que o Bejense tem publicado diatribes contra a gente pobre cá da terra. Ora se nós quizéssemos fazer cargo de accusações aos actos d’elles como homens não seriam bastantes essas peças [ilegível]. Perguntamos-lhe: se é falso o actual presidente da camara ter negociado, ou negociar, com o rendimento de annos dos expostos, dando-lhe fazenda da sua loja em logar de dinheiro; se é falso elle reber o ordenado a empregados do concelho; ou se é falso o seu carro trabalhar nas obras da camara ganhando 1$200, quando havia outros a 1$000 reis; se é falso a camara actual fazer obras sem arrematação e sem orçamento; se é falso o presidente [ilegível].