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Artigo
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Beja · Portugal

Beja, que até aqui, tem mansa e pacificamente pregado no estomago com carne de vacca, carneiro e marranita, sem se importar se é A, fez domingo arruaça porque a convenceram de que a carne exposta aquelle dia, á venda, no açougue, era de uma vacca affectada de molestia. Houve mosquitos por cordas, o povinho berrou, o nosso H. interveio com todo o peso da sua auctoridade, o marchante deu-se por offendido, o sr. Antonio do Pau, o cerbero da casa da arrecadação, despropositou, a policia farejou, emfim houve o diabo, canse completa, uma semsaboria, para elle porque a vacca doente não foi vendida, mas dada a differença. Comtudo bom foi que houvesse chinfrim; a trovoada fez lembrar Santa Barbara, e a camara botou mais uma tarraxa á casa da arrecadação e o veterinario, na sua qualidade de intendente de pecuaria, tornou mais frequentes as inspecções no matadouro. Sommando tudo isto vê-se: 1.º que o serviço sanitario não está como deve ser, porque, se o estivesse, ninguem acreditaria a balela; 2.º que o Bejense, pedindo e continuando a pedir providencias tem dado as de razão.