[Aljustrel] Aljustrel 11 de Fevereiro. (Continuado do n.º 862.) Dissemos que o sr. governador civil não conhece a palavra administração e é verdade; sabe s. ex.ª que neste concelho é tudo um perfeito [ilegível], mas como tem a certeza dos baldomeras lhe derem os votos de que s. ex.ª precisa, por isso os deixa praticar toda a ordem de irregularidades embora o povo se queixe e a moralidade condemne. Não creia ninguém que accusamos só por accusar, nós onde virámos louvor, lá vamos e por isso aqui registrámos um acto de economia praticado pela camara nova. Supprimiu um decilitro de azeite que dava ao destacamento, isto é, fez uma economia de 752$000 por anno! Isto sim! isto é que é administrar! mas em compensação lá vão muitos contribuintes pagando de derrama mais do que a camara está auctorisada a cobrar. Ora o sr. governador civil que lê este jornal e que se queixa á sombra do seu montado do beirão, d’estas correspondencias; que chama ingratas a uma povoação que lhe não deve o mais pequeno favor como é Ervidel, qual é a razão, uma vez que diz saber cumprir com os seus deveres, porque não manda syndicar dos actos da camara e mesmo da administração do concelho, onde não ha muito se praticou um acto contra lei no serviço do recrutamento com um rapaz, do Jangieiro? Sabe? Lê-o cremos nós, mas o pior é s. ex.ª não querer, ou não querer porque lhe não convem. S. ex.ª tem mais respeito pelas passeatas ao hortejo do broco, onde debaixo das laranjeiras se deram vivas a s. ex.ª e ao sr. Fontes, tocando-se por essa occasião o hymno dos penitenciarios, sob a direcção do sr. padre Cariote que ia na frente da musica como a historica, do que fazer respeitar a lei e a moralidade. Oiça s. ex.ª mais esta. No principio d’este mez apresentou-se na recebedoria da comarca um professor d’este concelho munido da respectiva folha para lhe pagarem o que lhe deviam, e o recebedor que é o sr. Joaquim Fialho que não é homem de pouco mais ou menos não lhe pagou dizendo-lhe «não lhe pago porque não quero, queixe-se!» Bravo sr. governador civil, bravo! os votos que v. ex.ª andou mendigando na ultima lucta eleitoral não podiam dar outro resultado. V. ex.ª occupa perfeitamente o seu logar! Não vae ainda muito longe que no monte do Paraiso d’esta freguezia appareceu uma creança recemnascida morta; a auctoridade não cumpriu com o seu dever; os gocinhos á porta da supposta culpada repetem-se todas as noites, ella pede providencias e a auctoridade volta-se para o outro lado e dorme o somno da estupidez? Bravo sr. governador civil, bravo! v. ex.ª tem em Aljustrel um excellente administrador. Lá tem v. ex.ª como presidente da camara o sr. Godinho Brahona com 3:900 de contribuições e os editaes para as reclamações do recenseamento nas algibeiras dos regedores, porque, como v. ex.ª pecuniariamente tambem o seu logar [ilegível]. Agora tratarei do mais alguma cousa. É preciso demittir o facul[ilegível]
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