Vidigueira / Aljustrel / Beja
No n.º 433 do Progresso lê-se que era administrador do concelho da Vidigueira um advogado muito distincto e cavalheiro da maior respeitabilidade de caracter. Tratando mais de administração do que de politica, tentou reprimir varios abusos, sendo o principal o que dizia respeito a negocios de recrutamento. Sabendo que na lista dos mancebos recenseados tinham sido omittidos alguns, que eram protegidos pelos graudos da terra, pedia as necessarias informações, e, não accedendo ás instancias que lhe foram feitas para consentir na traficança, participou para o governo civil o que havia na lista do apuramento. O presidente da camara não gostou da participação, por ser prova de rebeldia, e admoestou o administrador, fazendo-lhe saber que naquelles logares era necessario transigir com as influencias locaes, e que a participação nenhum resultado teria, como outras havia succedido. O administrador do concelho, o sr. Antonio Joel Batalha de Campos, respondeu briosamente á cynica reprehensão declarando que emquanto occupasse aquelle logar não consentiria em taes escandalos. Poucos dias depois encontravam-se em logar aprazado, não longe da Vidigueira, o presidente da camara e o governador civil de Beja. Logo em seguida foi o sr. Batalha de Campos chamado a Beja, intimando-se-lhe a transferencia para Aljustrel. O sr. Batalha de Campos recusou-se a acceitar a transferencia, e por isso lhe foi dada a demissão, que o sr. ministro do reino promptamente submetteu á assignatura d’el-rei.