Beja—27 de setembro de 1878. Sr. redactor
Deparei com uma nojenta local, n’uma das columnas do Jornal do Povo, n.º 141, e que se expressa da seguinte forma: «A succursal do partido progressista, de Beja, teve a sua primeira reunião, na segunda feira, pelas 8 e meia horas da noite, n’um celleiro do sr. Manoel Thomaz Ferreira Nobre de Carvalho, candidato pela opposição, apresentado por este circulo, e compareceram cerca de 13 patriotas.» Para se conhecer a falsidade e a falta de pundonor do auctor da local, basta dizer em primeiro logar que se reuniram em casa do sr. Nobre de Carvalho, 160 cavalheiros, e não 13 como afirma o embusteiro, e em segundo para que ninguem tenha duvida de quanto este cavalheiro de nome encoberto, é capaz de dizer e fazer, compara as sallás do sr. Nobre de Carvalho com um celleiro!! mas como não encontrou apoio ás suas sandices (por que felizmente conta poucos de iguais sentimentos) veio no numero seguinte dizendo que não soube o que escreveu, devido talvez ao alcool. Em tempo lembraram-se alguns cavalheiros d’esta cidade propór um nome respeitável e digno, para deputado da opposição por este circulo, que apenas lembrado foi acolhido com geral sympathia e merecida confiança. Que necessidade tinhamos pois de andar a mendigar representantes, acceital-o por imposição d’outrem, se os temos de sobra, tão cheios de vida como illustrados, tão desejosos de nos servir como desinteressados? Não será extremamente honroso para sua ex.ª o ser escolhido de preferencia, pela quazi totalidade de Beja? E’ isto que lhe faz inveja e o despeita. X.