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Artigo

Aljustrel—25 de setembro de 1878. Sr. redactor

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Aljustrel · Portugal Correspondência

Somos razoaveis, sómos honestos e amamos e respeitamos as leis vigentes do nosso paiz, como aquelles que encarregados do seu desempenho, o fazem com imparcialidade e justiça. Não foi Aljustrel construída para gozar grandes liberdades. Não.—Depois, d’um longo e duro sofrimento, eis que nos aventam para aqui com um administrador que sendo demasiadamente leviano incommoda, constantemente, todo o fiel christão, (mas christãos—progressistas...) para cousas tão frivolas, tam destituidas de bom senso, que enumeral-as seria provocar gargalhadas dos leitores, ainda os mais sorumbaticos! Ellas são tantas! Ai! tantas!... Lá vão algumas das mais fresquinhas: Chamou ao mestre d’uma das philharmonicas d’aqui, logo que regressou de uma festa, e depois de lhe dirigir expressões menos convenientes, prohibio-o de sahir ás festas com a rapaziada sem que lhe peça licença para isso! Mais: chamou um francez e a sr.ª e obriga-os a apresentar carta de residência e casamento, de contrario... serem expulsos! Ainda mais: manda chamar um outro francez, com suas quatro formosas filhas, e a respeito do filho que vivia na companhia destas... [ilegível]... esse não foi chamado... Note-se: Todos estes individuos que foram chamados, reprehendidos e ameaçados pelo sr. Figueiredo, são progressistas; na outra parcialidade não ha musicos, nem estrangeiros, etc. etc... E’ que o sr. administrador do concelho d’Aljustrel, é muito amigo do progresso!... Lembramos a s. s.ª que o tempo dos Capitães-móres... já lá vae... Estamos em 1878! S.