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Artigo

Santa Clara Velha

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Igreja

Sr. redactor. — A nomeação da primeira e unica auctoridade n’uma freguezia rural (o regedor de parochia) devia ser objecto mais bem pensado pelos srs. administradores do concelho, para essa nomeação recahir sempre n’um cidadão o mais independente, honrado e justiceiro da freguezia, e não no sr. Porfirio Antonio Callapez, actual regedor de Santa Clara a Velha, a quem faltam todas essas qualidades como passamos a provar. O sr. Porfirio não é independente porque o que possue mal chegará para pagar as suas dividas. Não é honrado porque costuma negar o que deve quando o credor não tem titulo de divida, e além disto não é tambem justiceiro porque no serviço do recrutamento fez ir para a praça o filho de José Valerio do Barranco e fez agachado o enteado de Antonio Guerreiro do Poio, mediante um emprestimo de 23 libras com umas certas condições. O filho do José Vieira do Monte Novo tambem não foi á inspecção e [ilegível] em seu logar o numero immediato que lá ficou na praça. Manoel Ramos, da Tisnada, tambem escapou, porque, segundo se diz, deu ao dito regedor, a titulo de emprestimo, 15 libras; e dizem que mais alguem ainda apanhou umas oito. Finalmente a regedoria é para o sr. Porfirio uma mina que lhe dá um bello resultado para a sua receita annual, e por esta razão que este sr. por modo nenhum a quer deixar. Ora eis aqui está, sr. redactor, o resultado de se nomear para regedor um homem que não tem as qualidades precisas para exercer com dignidade um tal cargo. Confio porem que estas injustiças hão-de acabar porque o actual digno administrador d’este concelho hade dar a demissão ao sr. Porfirio e nomear para o succeder um homem que tenha as qualidades que se requerem para ser um bom regedor. Fénix.