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Aljustrel · Messejana · Portugal Correspondência · Igreja

Aljustrel, 29 de setembro. (Continuado do n.º antecedente.) 3.º Se ainda tem foguetes debaixo do balcão em que tem a correspondencia. E chega isto a servir de accusação! Quem vem accusar um empregado d’esta fórma, faz o seu elogio. Pois já lá não tem foguetes não senhor, e o sr. Lourenço de Carvalho que tambem viu este negro ponto accusatorio, tambem lhe deu o valor que elle tem em si, deixando-o á mercê do tempo, que hade ser o julgador d’este pleito entre nós, amigo Figueiredo. 4.º Se pratica repetidas vezes o abuso de só abrir á noute a mala vinda de manhã de Messejana. A mala não chega de manhã de Messejana, já se lhe disse e nós não somos remego de repetições; a sua abertura tem sempre logar desde que alguem no correio procura correspondencia. 5.º Se para arranjar testemunhas ainda costuma proceder como procedeu com o seu amigo intimo no monte da Minhotinha e tudo o mais que constar das queixas dadas contra aquelle unico empregado honrado. E’ por este ultimo ponto que nós dizemos que tudo quanto se tem dito com respeito a Antonio Joaquim é de collaboração entre o sr. padre Cardote, Figueiredo e mais bucia. Se entre vós houvesse isso a que chamam vergonha, nunca formuláveis um ponto de accusação como este; e ainda mais, se entre vós houvesse a critica precisa e a logica indispensavel a todos os actos da nossa vida, um articulado destes, nunca devia não só ver a luz publica, mas existir, até na vossa mente, porque elle é a nossa defeza e a vossa condemnação. Ouvi já que o quereis. O caso da Minhotinha é todo elle contrario ao sr. Cardote. Este sr. foi n’este jornal accusado de faltar aos seus deveres como parocho negando-se a principio a sacramentar um doente ali residente, fazendo-o mais tarde é verdade, mas d’uma maneira indecorosa e infame. Não sabemos se Antonio Joaquim ali foi, mas se assim é, estava no seu direito: o que provou é que sabe ser um inimigo leal, que toma inteira [ilegível].