Transladação do infante D. João
No sabbado 8 foram conduzidos para o mosteiro de S. Vicente de Fora os restos mortaes do infante D. João. Coches da casa real, conduzindo alguns empregados do paço, precediam o coche de respeito que era logo seguido por aquelle onde iam os restos mortaes do infante. Um piquete de lanceiros n.º 2 fechava o préstito. Os officios fúnebres fizeram-se com toda a pompa, e o templo achava-se ricamente armado. Suas magestades el-rei D. Luiz, D. Fernando, a rainha, e o sr. infante D. Augusto assistiram na tribuna a todas as ceremonias religiosas. O ministério, corpo diplomático, officialidade de mar e terra, funccionarios públicos de todas as gerarchias estiveram nos logares que expressamente lhes fora destinado. No corpo da igreja um grande concurso de povo assistia compungido a estas honras posthumas que tiveram o demerito de avivar uma grande dor. Em torno do templo, pela parte exterior, estava postada uma brigada composta de caçadores n.º 5, infanteria n.º 16 e um parque de artilheria, que deu as descargas do estylo. Os officios terminaram pelas 4 horas da tarde, assistindo a todos elles o sr. cardeal patriarcha. As fortalezas de terra e mar, e os navios do estado prestaram em todo o dia as competentes honras militares. Os soldados de lanceiros n.º 2, de que o infante foi commandante, conduziram o caixão da eça para o pantheon, assim como a irmandade da misericórdia o tinha conduzido do coche para a primeira eça. S. m. el-rei D. Luiz, depois da ultima lição, desceu da tribuna para com o hyssop deitar agua benta sobre o feretro.