Castro Verde
Constando officialmente ao sr. governador civil que no concelho de Castro Verde tinham morrido alguns animaes de uma doença que parecia contagiosa, foi mandado áquelle concelho o sr. intendente de pecuaria. Este no seu relatorio diz ter sabido que a doença que se desenvolveu era o mórma, e que ainda poude observar o animal que o tinha propagado aos outros, em numero de cinco, e que já tinham morrido. A doença n’este animal, perfeitamente caracterisada com os tres signaes pathognomonicos, tinha o caracter chronico, e imaginavam por isso os ferradores que se podia curar!... Faziam-lhe tratamentos, sem calcularem os perigos e prejuizos enormes a que a sua ignorancia os levava. O sr. intendente de pecuaria fez constar á auctoridade administrativa que se devia immediatamente abater e enterrar o mulo doente, e prescreveu as medidas de policia sanitaria, que eram de necessidade pôr em pratica, para evitar o contagio de tão terrivel doença, que não só se propaga aos outros animaes, como ao homem, em quem é sempre e rapidamente fatal.