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Aljustrel

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Aljustrel · Portugal Anúncio oficial

Aljustrel, 26 de março.—Custou mas chegou, a entrada para os conselhos da corôa do partido regenerador, trouxe aos seus antigos de Aljustrel muitos vivas, muitos foguetes e muita musica, e se o não fizessem assim desmentiam as esperanças que teem de nada pagarem do que na syndicancia se apurou terem roubado ao municipio. É pois justo que essas manifestações de regosijo se estendam por mais algum tempo, e até os aconselhamos a mais, em logar de provocarem tres ou quatro individuos do partido progressista, provoquem-no todo, porque elle saberá soffrer essas provocações como sempre tem feito. Em todo o caso é preciso que o sr. Teixeira, que é pae, obrigue seu filho Sebastião a respeitar os individuos que fazem parte d’um partido que tinha o direito de pelo menos o transferir e causar-lhe por isso graves prejuizos e collocal-o em pessimas circumstancias; ora, tendo esse partido, na pessoa do seu dignissimo chefe, respeitado a sorte da familia do sr. Teixeira, forçoso é, por dever de gratidão, que o sr. Teixeira obrigue o seu filho a ter respeito a que os seus adversarios teem direito, do contrario, como emquanto ha vida ha esperança, póde o sr. Teixeira soffrer e comsigo toda a sua familia que não tem culpa dos desvarios de seu filho. A auctoridade de pae não se contesta, e filho que a não respeita não é digno d’esse nome nem da estima e consideração publica. Mas não é só o filho do sr. Teixeira que mais figura faz nas provocações e na má creação; o sr. Antonio Severino tem tambem em casa uma pêga que precisa ser-lhe bem cortada, alias não sabemos onde elle irá parar com os seus atrevimentos, e, se o sr. Antonio Severino não é pae d’elle, é comtudo, desde o momento que o tem em sua casa, responsavel pelos seus actos, de mais porque se diz que o seu caixeiro, que é menor, todas essas tratantadas que faz, são com consentimento seu, e um homem que auctorisa ou manda um seu subordinado insultar e provocar os outros não tem direito a ser considerado como homem de bem, que é pelo que quer passar o sr. Severino. Estas poucas linhas servem de aviso aos individuos a que nos referimos, e muito desejamos que ellas lhes sirvam de correctivo para não lhes vermos applicar outro. Quem me avisa bem me quer.