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O governo hespanhol demittiu do logar de reitor da universidade central o sr. Montalbão, substituindo-o pelo marquez de Zafra, que immediatamente tomou posse. Parte dos estudantes fizeram demonstrações a favor do antigo reitor, que obrigaram o governo a fazer uso da força, de que resultaram não poucas desgraças. Eis como a Correspondência de Hespanha de 11 relata os ultimos acontecimentos: “Desde que amanheceu, a Porta do Sol e as ruas confluentes foram invadidas por um povo immenso, que soltava gritos sediciosos e assobias. A força de cavallaria do exercito, e a guarda civil intentaram dispersar, e n’esta occasião foram feridos dois ou tres paisanos. Alguns destes refugiaram-se n’uma casa em construcção, e d’ahi arremessaram pedras e tijolos sobre a força armada, ferindo varios guardas civis e um cabo de artilheria; este de bastante gravidade. A infanteria disparou alguns tiros, que não occasionaram desgraças, pois que nas casas de soccorro não se apresentou ferido algum com arma de fogo. Eram já 8 horas da noite. O povo depois seguio pelas ruas de S. Jeronymo e Alcalá, aonde houve repetidas cargas de cavallaria para se desembaraçarem as avenidas. Houve aqui varios tiros. Na rua de Sevilha foi morto por uma bala no peito um empregado do ministério do reino, e tambem morreu de um golpe de sabre um operario. Na casa de soccorro da rua de Jacometrezo foram curados tres militares e nove paisanos, em consequência de feridas e contusões de arma branca. Dois ou tres destes de muita gravidade. Na Principal se estabeleceu uma ambulancia aonde foram curados sete feridos mais ou menos gravemente. Na praça do Progresso, às 10 horas da noite foram tambem curados sete feridos. No café da Iberia foram soccorridos dois feridos, e na botica da praça de Santa Anna tres; e é natural que em outros pontos se tenham soccorrido outros devendo ser consideravel o numero de feridos tanto militares como paisanos. Durante a noite fizeram-se muitas prisões, ha mais de cem presos na Principal e foram apprehendidas as armas a alguns...” Turim, 13.— O projecto de lei para a venda dos caminhos de ferro foi votado na camara por 156 votos contra 88. Southampton, 14.— Rebentou uma revolução em diversos pontos do Peru por causa do tratado com a Hespanha. Duas fragatas associaram-se a este movimento revolucionario. Nova York, 5.— Depois de tres dias de uma sanguinolenta batalha o general Grant occupou Petersbourg e Richmond. O general Lee retirou-se para o norte do rio na direcção de Linchbourg, seguido de perto por Grant que fez numerosos prisioneiros na estrada. As perdas de Lee são avaliadas em 15:000 mortos ou feridos, 25:000 prisioneiros e 200 canhões; as perdas de Grant foram 7:000 homens. Madrid, 18.— Oravio foi nomeado ministro das obras publicas. Houve uma reunião preparatoria de deputados da maioria, para apresentarem uma proposta de approvação sobre o procedimento do governo a respeito dos ultimos acontecimentos. Paris, 17.— Recebendo a mensagem do corpo legislativo, o imperador agradeceu a firmeza com que foram defendidas as leis fundamentaes, que sustentam o equilibrio dos poderes do estado; accrescentou que o paiz está satisfeito, e receia mais os abusos de liberdade, do que os do poder; que no Mexico está a completar-se a obra de pacificação. Madrid, 19.— Diz-se haver crise ministerial. Julga-se que só um voto do parlamento póde motivar a queda do governo. Niza, 17, à noite.— Czarewitz teve uma forte congestão cerebral. S. Petersburgo, 18.— O Czar acaba de partir para Niza. Paris, 19.— O czar estará em Paris amanhã, e sexta feira em Niza. Niza, 19.— O Czarewitz continua a estar muito mal. Nova York, 8.— O general Sherdan tornou a atacar e derrotou Lee em Arwell. Foram feitos prisioneiros cinco generaes confederados, e tomadas muitas peças de artilharia. O juiz Herolde entrou em negociações de paz com o presidente Lincoln. Turim, 19.— Está terminada a discussão geral sobre as medidas financeiras, apresentadas á camara pelo sr. Sella, ministro da fazenda. Começou a discutir-se o projecto de lei, que tem por fim supprim ir as corporações religiosas.