Correspondencias
Serpa, 12 de julho de 1865. Sr. redactor.—Na Gazeta do meio dia, n.º 128, li uma correspondência desta villa e vi que o correspondente se enganou no que diz, ou foi enganado pelos partidarios do sr. Tovar. Este sr., como candidato do governo, ficou em grande minoria no circulo e por tanto o governo deixará de contar com o deputado deste circulo como lhe acontece com os de muitos outros. Nem outra cousa se podia esperar. Ninguem quer soffrer violencia e todos se revoltam contra os meios illegaes e prepotentes de que este governo e seus sectarios teem usado. Não podia ser outra a causa da sensível minoria em que caiu o sr. Tovar, pois é devidamente considerado neste circulo. O sr. governador civil ficará de certo [ilegível] com a sua lista [ilegível] eleitores [ilegível]. Nada direi das imposições feitas aos recrutas ou ás suas familias para arranjarem um numero dado de votos [ilegível], nem das vantajosas promessas e humildes supplicas feitas sem descanço aos eleitores, nem tão pouco das ameaças levadas até á bôca da urna. São acontecimentos habituaes para este governo e para os seus agentes. [ilegível] só, só, só puderam levar á urna 598 eleitores, tendo contado, como diz, offerecido ao sr. Tovar de Lemos 850 votos! É grande influencia!! E para tanto foram illegalmente [ilegível].