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Telegrammas

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Correspondência · Telégrafo

Um sujeito encarregado de velar pela educação d’uma criança cujos paes viviam na provincia, enviou-lhes por occasião dos ultimos exames o despacho telegraphico seguinte: «O menino fez exame. O professor approvou-o. Que surpresa para sua mãe!» O telegramma chegou ao seu destino convertido no seguinte: «O menino está exânime. O professor espancou-o. Que tristeza para sua mãe!» O dia em que a noticia se recebeu na aldeia, foi um dia de lucto para a familia do examinado que partiu toda a visitar o menino que julgava morto. O pae da creança enviou ao seu correspondente um telegramma em que dizia: «Parto já. Oxalá que encontre ahi meu filho e não a urna do funeral!» Este despacho foi estorpiado, como o primeiro, na estação, e chegou ao seu destino concebido nos seguintes termos: «Parto já. Oxalá que encontre ahi meu filho, a burra de um general!» O pequeno foi topar com a familia ao meio do caminho, já montado na melhor burra, que o correspondente póde encontrar.