Um gallego mau
O sr. Sebastião, dono da casa de pasto, sita na rua da Esperança, tinha um cozinheiro o qual ha tempo se despedio e foi servir uns inglezes empregados na linha ferrea para o Algarve. Hoje veio á cidade o pobre homem, e passando pela rua da Esperança foi cumprimentar o seu antigo amo. Disse-lhe este que tinha em seu poder uma carta para elle, e que entrasse para a casa immediata para lêr a dita carta. O rapaz entrou, e fechada a porta o tal Sebastião pegou n’um cacete e espancou-o fazendo-lhe algumas contusões no peito e braço esquerdo, e certamente o mataria se dois individuos que se achavam no estabelecimento não arrombassem a porta. O sr. juiz eleito substituto formou o auto de corpo de delicto, e o tal Sebastião, que pelo sobrenome não perca, foi conduzido para a cadeia.