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Moura · Espanha · Portugal Exterior / internacional · Igreja

Prisão—. Foi capturado por ordem do administrador do concelho de Moura, o Capitão Mendonça, e entregue ao poder judicial o súbdito Hespanhol Manoel Domingues Soares, natural da Puebla de Gusman. Deu lugar a esta prisão o facto de ter-se apresentado Manoel Domingues, no dia 25 d’Abril findo, a offerecer á venda a André Rodrigues Blanco, uma porção de prata, pertencente ao serviço de Egreja, como era calix, patenas etc., que se achavam amolgados e machucados, pretendendo-se deste modo destruir a forma dos objectos roubados, e occultar assim a parte mais horrível do crime. Figura também n’este roubo um individuo Portuguez, que se havia encarregado de ser o portador da prata roubada, e que não poude ainda ser preso, apesar das diligencias que se tem feito para o conseguir. É para lamentar que n’um concelho tão importante como o de Moura faltem os meios de policia necessários para manter illesa a segurança de seus habitantes. Por maior que seja o zelo da auctoridade administrativa, por maior vigilancia e actividade que ella empregue no desempenho dos seus deveres serão sempre inutilisados os seus esforços, se o Governo não mandar estacionar em Moura uma força de cavallaria que possa tirar aos criminosos a vantagem que lhes offerece o accidentado do terreno, e as proximidades da Hespanha, circumstancias que lhes favorecem a fuga, e constituem um poderoso embaraço á acção da policia. Pedimos ao governo que tome em toda a consideração estas nossas reflexões, e que de prompto remedeie pela maneira que acabamos de indicar um mal que se tem feito sentir com tanto prejuizo nos povos situados alem do Guadiana.