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Artigo

Theatro

Cultura e espectáculoSociedade e vida quotidianaBeneficênciaTeatro
Moura · Porto · Portugal

Na noute de sabado passado teve logar no theatrinho do sr. Sousa Porto uma recita dada por alguns cavalheiros d’esta cidade revertendo os donativos a favor do theatro que se está construindo. As peças que subiram á scena foram: o Homem de Ouro, de Mendes Leal, e Uma chávena de chá. Os actores fizeram prodigios vistas as grandes difficuldades que tiveram de supperar. Sem querermos estabelecer superioridades, aqui mui mal cabidas, diremos que Estevão de Moura (dr. [ilegível]), o Barão (A. Adriano) e D. Maria (D. Izabel) foram os que mais palmas colheram n’essa noite de recreio. A Antonio de Lima (dr. [ilegível]) a Travassos (A. Gomes) ao Dumor (João Doria) e a D. Felismina (Henrique) teem-lhes provado os applausos do publico que se houveram com não vulgar talento. O timbre da Chávena de chá foi Duarte Tinoco (Henrique) que tocou a n’ula do sublime. O Barão (Costa) e a baroneza (D. Izabel) muito brilharam. O exito de uma empreza atrevida conduz a novos atrevimentos, diz algures Garret. Avante, pois, mancebos! E’ grande o vosso talento, e nobre o vosso intuito.