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Algarve · Portimão · Silves · Vila Nova · França · Portugal Correspondência · Exterior / internacional · Governo Civil · Interpretacção incerta

Algarve 18 de janeiro (no NOSSO correspondente) Quando sobre nós tornamos o encargo de dar algumas noticias desta província para o Bejense tratamos logo de conciliar os meios ao nosso alcance para satisfazer do melhor modo possível esse encargo, a que nos podíamos subtrair; por isto ficamos aliamente surprehendHos, quando no n-° 360 do mesmo jornal depurámos com as seguintes palavras: «no Algarve porem «diz-se que andam na serra bandos de homens armado*.» Não consta cousa simiIhante e hem pelo contrario a província acha-se petfeitamente socegada. M smo esses pquenos tumultos, que se deram em Castru-Marim de que ja noutra occasião tratámos, consta-nos que estão sanados, e que o grande incremento que tomaram lá fóra foi unicamente devido á precipitação, filha da pouca paz de espírito, que o governador civil deste dktriclu mostrou nessa crise, desconfiando injustamente do auxilio, que deveria espetar do batalhão de caçadores 4 einfunteria 15, que ftzema guarnição do Algarve. Os chefes das revoltas, aquelles, que moviam, a seu bel prazer para satisfação de seus fins, o povo rude e ignorante, jazem uns nos cemiterios, outros estão ricos, e no prisonal. É d’estes lances da fortuna: e finalmente algum d’esses que empolchou posteriores appareceu, foi condecorado com um balher á mesa do orçamento, e hoje se conserva-se silencioso até que ambição o excite a tentar melhor premio da suas famosas presas. O povo do Algarve é geralmente sumisso, alem d’isso comedilhe ainda as fealdades para tão de-lo querer realisar; não assenta que sofrae, soffe e continua a soffrer injustiças, sem que não-mais faça ouvir um lamento. —A queda do ministerio trouxe a esperança de grandes alterações ou revogações da lei do consumo, segundo a opinião de alguns políticos mais exaltados, e por isso muitos competentes na nossa opinião para ver claro nos horizontes politicos. Emquanto á lei do alqueire- sendo pouco facil a revogação de taes medidas, nem se porque a paiz precisa das melhoramentos, que lhe não é das perfeitas leis, senão porque não despcrar, que aquelles mesmos que approvaram hontem em todas as suas particularidades, se provem hoje; que seria uma incoherencia de tal ordem, que assassinaria para sempre a caracteres, que ainda são todos da conta de sisudos e dignos. Não contestamos que a lei do consumo tenha inconvenientes grandes, mas a partir d’ellees offerece vantagens, que ninguém de boa fé desconhecerá. Falemos do Algarve. Alem d’ella em favor, a inconvenientes principal pa não lei de consumo é a todos os impostos indirectos; quasi fiscalisação é sempre má por maior que seja o numero de pessoal empregado, donde resulta entrarem nos cofres do estado muito menos sommas, do que o povo paga, porque não é facil encontrar sempre homens, que escrupulosamente deem conta de tudo, que recebem no podem receber. Alem d’isso as vendedoras a retalho, principalmente n’essa povoação de poucos recursos e illustração abusem de ordinario do ensejo, que se lhes offerece de augmentar nos preços. Faz tambem que o pobre contribua com o que não pode; mas outro lado nos diz a isenta exallvação o empregado publico incultar, que, pelo maior parte, com fadigas insignificantes, tem rendimentos comparativamente maiores do que os proprietarios. Depois a maior parte dos generos comprehendidos na tabela das passagens relativos de consumo estarem já gravados por impostos lançados pelas camaras municipaes, e como estes são abolidos ficam alguns até mais baratos do que estavam; unicamente o imposto lançado sobre a aguardente por ser muito subido, vem levar os alçarios no ramo mais importante de suas colheitas; o preço do figo deverá baixar muito quando não houver carregação para o estrangeiro; e bas quando se der isso é especialmente para que os trabalhos fiquem de todo com a França lhe facilite a importação d’este genero, que já pagava 10 grandes direitos. Que quantidade d’impostos verdadeiramente vexatorios na extincção estã la? 1.° Por exemplo este imposto, lançado sobre os generos entrados, sahidos pela barra de Portimão, suncionada os direitos, melhoramentos de barra e porte. Para fazer uma obra grandiosa, que tem consumido e consumirá centenares de contos de reis, quando as vigesimas partes da despesa se podta fazer caes, molis de bastante aquia em meliores condições, elevada-se um escolho terrivel, não se para o commer.° de Villa Nova, mas para o Algarve, Silves, Alvor etc. como se esta ultima povoação, é muito particularmente a d’Alvor, que tem rio satis. para alguma varragem da primeira possnr, mas esa desconsiderente grande. ...diz-nosso! Forte mania é a dos trabalhadores do paiz sert; tudo querem grande. ...ha na praça um que tem custeado a expedição. Os melhoramentos da barra consistem num dragar, encora que nunca o sea consegue, porque o presidente d’aquella praça, onde já ha carvão. E em dragar, que a tem visto; por muitas vezes todo á fóra, que apparecem, nos coffres que sangrar! Com respeito á ponte isso, segundo diz informam, foi uma grande acquisição. Alcançar por tal preço aquillo que é de sustenta do sem ter feito por outros, é um cometimento d’intelligencia insondavel! A estrada do Turgal não podia deixar de comprehender assim a ponte, que deveria atravessar o rio de Portimão; porem é para que se hade pagar separadamente uma obra para que a multa asso se contribue?!? 3a d’estes e outros que me commo se nova lei nos vivrva, sem que com o seu conttibue? Depois sabe toda a gente que a rendimentos da propriedade são entre nós limitados, e que os impostos se não elevam do a tcm de leis assim alla seria aba: dada aos desfalques, se acaso se rendesses fazer-lei pagar aquillo, que não pede.