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Artigo

Roubadas matrizes

Justiça e ordem públicaMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoBebedeiras e desordensFurtos e roubosRepartições públicas
Évora · Portugal Correspondência · Interpretacção incerta

No dia 25 pela manhã appareceu arrombada a porta da administração do concelho de Ferreira, faltando as matrizes prediaes relativas ao anno de 1861, e alguns papeis pertencentes á repartição de fazenda. Viu-se no rocio pouco distante da villa uma fogueira de papeis que se conheceu serem as ditas matrizes. O roubo tinha tido lugar ainda de noute e com tanto segredo que ninguém deu por isso. Quando constou aqui o roubo e auto de fé das matrizes suppoz-se que isto tinha sido acompanhado de tumultos e que teriamos scenas iguaes ás que, infelizmente, teem havido no Minho. Marchou uma força de infanteria 17, pediu-se mais cavallaria, que foi mandada immediatamente d’Evora, mas graças a Deus nada disto era necessário. A força que tinha ido para Ferreira foi mandada retirar por ser ahi desnecessária visto haver tranquillidade. Procede-se á indagação dos criminosos. Chamamos á attenção dos leitores para a correspondência que a este respeito publicamos n’esta folha.