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Artigo

Mertola 23 de setembro de 1868: Sr. redactor

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Lisboa · Mértola · França · Itália · Portugal Exterior / internacional · Interpretacção incerta

^ i é possível descobrir - qnal o fundamento de tantas e tão grandes; desconfianças da perda da nossa inJepen- I dencia. Começou a fullar-se ba tempos n esta histeria, e encaixou-sc na cabeça de muita gente que estamos perdidos l Eu creio tudo isto uma invenção para conseguir alguns fins fhlvez militar para acalmar o reboliço que vae sobre reformas rlc.) E se ha probabilidade dambiçãotonquiMidora; se conhecem perigo; se devisam simpto- mas claros ou aproximados des&s desejos, na dinastia de Isabel II, coufesseaMio, e comecem a dizer minuciosamente o que $ souberem* Dêem a raxuu do seu dito ao povo portuguez, que Leni direito para sabel-o. Se nada existe; senão ha aproximados visos de lai ambição; se tudo sàu presum- pçòea, ou sonhadas mentiras, para que alannam o povo? Aqui ha indubitavelmente misteriosos fins! A imprensa, ou de boa fé vac ihudida, ou sonha e publica informações erradas* Verdade nàu a pôde haver, por agora, e suspeitas tão graunao se deviam propalar, nem lembrar o que estava certíssi- mamente esquecido. Isabel II n3o qu i ier rainha de Portugal, e nem pintada os hizilanos a acceitariam. D. Luiz I não pôde reinar na Hei- punha. Otítm dynastía não 6 crivei nem admissível. Pch menos e Wso o caracter das cousas, que a política rotineira nos enchia E então para que é espantos sem fundamento? Ha por ventura alguma rir- cumM ancia que caracterize o facto que ifuns poucos de séculos sCnao tem conseguido? Cremos que não. Repetimos: Cautella pois, nào andem per aqui invenções militares, paia sustentar posições ameaçadas; geiicr/dMos, promoções ,etçM etc.,Seria malvadez imperdoável fazer augmuilar-nos de pexas* quando mais carecemos de reformas e vçQnGmiíLS. Pois é incrivd que a ILspanlia, ardendo cmim < ^á em intestinas rivalidade* políticas cogite em conquistar unia nàção «nrga, e q m sobre modo semph» lhe lewi servido de amparo ? Pr i' n íncl ito a nossa antiga aliada— inimiga da IL spanbn, lendo como tem cm Portugal capitars fabulosos, interessa* de máximo valor: estabelecimentos connner- ciaes importantes!mos lunhi consentir, de braços crusudos, na n< ssa <li|Ae<WÇüd ?— Puis que interesses cjnam A França pela nossa aimexaçJlo n He^panlm ? E a Italia ajudai ia os heqnnihoes a cun- qubt r o throno da filha dü3 Victor Ma- mH ? k Quê reboliço enlào é ^^* T» medes, que disparates ?—Socegaç » JM va* ü tempo dos tòbi$-honuwa; das .fo^ Jq ou. tro mundo, e em summ ,a dj papões, Se por tal infâmi^/t uyia se desse um álerta (!) o que* oHo cremos, cada portuguez tomaria á Mia conta 10 h spanhoes e Portugal não se acharia só no campo da batalha. Coragem portanto. Nada de fantasiar a conquista. Pensem no que h m geito; mas não lembram o que imo existe. Não ha portanto fundamento para alarmos, e não cremos qmí algum p irluguez, por mais desnaturado, ambiciono a nos^a escravidão. Cã estamos nas balizas andaluzas extremando com U^panha boa parte dTesta concelho, (ilidido por Chatea e pelo Guadiana, rindo-tm dos .su4<H que sonham lã para Lisboa* e não krenjus dmijo em rei- terar com Bueage: «Rotos papeis de traça salpicadas «Tradições qiíitsi sempre ‘Tienl irosas «Contos de velhas sobro acções gloriosas «Que foram pelos godos inventado*. Lm lavrador.