Noticias de Barrancos
Em 6 de outubro dizem-nos o que se segue: «Li no n.º 406 do Bejense umas noticias de Moura, datadas de 21 de setembro, onde com uma que se referia á divisão do campo de Gamos desta villa, nestes termos: “Porque serão alguns empregados publicos contemplados naquella partilha e outros não?” A minha resposta foi facil: “Porque os artigos 40, 41, 42 e 61 do codigo civil, ficam sem nenhum effeito”. Vendo eu que aquelle seu correspondente de noticias não se acha bem informado tenho a dizer-lhe mais: que esses empregados publicos, que deixam de ser contemplados, é porque não lhe assistem as condições necessarias para adquirirem e gosarem os direitos de vizinho desta villa, segundo as bases adoptadas pela dignissima corporação que compõe a camara municipal d’este concelho. Ha srs. que quando escrevem ao publico, desejam sempre deixar um vácuo, para ver se assim se podem desvirtuar no conceito dos cidadãos a quem se dirigem; mas os pensamentos d’este ficaram frustrados.» O sr. D. Francisco Bossa, hespanhol, que ha tempo se achava emigrado em Portugal, e que tinha entrada nessa villa com o bravo general Prim de quem alguns hespanhoes pegavam a desconfiar e elle sempre lhe consagrou a fidelidade, e a quem tinham já confiscado os bens, acha-se á frente d’um corpo de voluntarios, a quem paga dez reaes por dia, na provincia da Andaluzia em Hespanha, dirigindo-se para a Catalunha. Brevemente o veremos tomar parte dos seus bens, e com isso ficar bem vingado de seus inimigos.