Odemira 16 de julho de 1869. Sr. redactor
Ahi vae» ipsis verbis et litteris, a insigne epistola que ha muito promettemos publicar.—O seu auctor, é possível ter já deitado á conta d^squecimento a demora. Não senhor; muito d’industria o deixamos descuidar, a fim de lhe causarmos esta surpreza, e lembrar-lhe» que não se esquecem facilmente» injurias graves! e que ainda existe em aberto a divida, que, está a fazer um anno, contrahiu para com* nosco!..., Não nos agradeça» embora, o author da insone... termo-lo tratado com demasiada indulgência em tudo quanto temos dito a seu respeito!..., nunca olhámos por tal. *. conheça, todavia, que da nossa pouca ou nenhuma propensão para a bisbilhotice. Iam tirado grande partido as suas venalidades! e corrupções 1... mas islo não quer dizer, que o futuro não tenha direito a sabchas... E para que saiba se somos ou não obsequiosos» ahi vae a insigne... restringida a leitores determinados—são estes os sabedores du trama urdido contra a victima de Mo<tagua... Também passamos em claro as subtilezas e peripécias que na mesma se leem, por implicarem com um negocio de fam lia» a que no* queremos tornarf estranhos; satisfazemo-nos aueüiis, com dar publicidade ao que o author da insigne mais desejaria lenão coubesse. Ei-lo: ........................................mas eu não gosto da terra porque não ha comomcação para Lisboa só um ou dois togistas é que de ali vem em setembro ou outubro a Lisboa fazer d'islo nada, ali perto knho um pequ no rio só vão bateiras e Hintes de Lisboa de mez a mez—e á« vezes dois e Ires mezes é também a rasôo que me disgosb, por que quando me é preciso alguma cousa gnslo por L rra em frete daruba 1500 (a) sae muito caro a terra é estilada no fim do Meintejo pegando em Algarve fica num canto, as casas são de ham» e telha vãa» e muito caras, por que ficando a villa numa cova cercada de outeiros de roda (b) não se pode fa^er nhfirius nos oiteiros e por isso os que ha e muito poucos para arrendar sáo—-muihi caros, como são de telha vã, e caem ali muitas gelos (cj talvez a islo se atribua.................................... .. Odemira não tem chufaris (d) bebem de passos da* ruas (w) possos que á, um á mais de 30 aunus, não é limpo, a agua traz seus bixinhos (f) e d invemo é turva ê uma terra eX"primial nada de augmeuto progressivo nada de policia sanitaria, vive edbrme aquellr pobre gente de sociedade com o* jumento* e cavalgadura* na mesma casa (g) .....................................................Odemira é terra que Driu mandou fazer (h) da qui a 200 annos talvez lá chegue o progresso, o que dutido porque aquella gente não tem industria, esta só noutra geração podará aparecer (i)............. .................... .................... Tenho-lhe frito uma pintura do que «ãv aquella* terras, desejo-lhe não se embar- mnque e que lenha fortuna que cordeal- mente lhe deseja o seu cullega e amigo ♦ * * *» Agradece a inserção o De v. etc. Z. NOTAS (») Ej/a / d*file!,.. jh) Este areado dernda, tem o peso do te- gredo confidencial ha pouco sabido da penna de um celebre jurisconsulto notável. fc) Que convenha ao author da tnn^ne... não tem per certo, mas tem chafariz. (d) Segundo a opinião do preclaro cusmogra- fú, é Odemira a Sibéria de Portugal!... fe) Senão fora expressão teia, cabia aqui di zer-se: É mentira. fí) Bixinhos traz, mas é o author da fari^nt no miolo. (g) A esta só se respondia hem a foeiro. (h) Para refugio dos corruptos. (i) Por certo, não tem a tWujfría do author da Mutyif