Pupíilieu
Parabéns pois aos pobres de Serpa. Já o sr. João Augusto Sollar se presta, como todos os seus collegas de Beja, e Mertola, a preparar o quinino, que s. ex.ª o sr. visconde de S. Domingos offereceu aos pobres d’estes 3 concelhos. Deos acolhe sempre o christão, que conhecendo o erro, se afasta d’elle, e por isso ainda veiu tempo o seu arrependimento, e nós folgamos immenso com isso. A declaração, que o sr. Sollar fez pelo Bejense tirár-nos a má apprehensão, e conceituo, que de sua s.ª haviamos formado pela leitura da carta que sua s.ª dirigiu ao sr. Cano, d’onde se infere que o sr. Sollar queria do sr. visconde um resarcimento dos prejuizos, que lhe causava a distribuição gratuita do quinino pelos pobres. Sua s.ª confessava, que o quinino era a 1.ª fonte de receita do seu estabelecimento, e soffrendo grande prejuizo, não queria deixar de esfolar o pobre, que pela maior parte morre de sezões por não ter dinheiro, para comprar o quinino. Ahi é que é a verdade, mas como s. s.ª se arrependeu, e faz quanto em si cabe, para que nós todos acceitemos de bom grado tão generoso e philanthropico offerecimento do sr. visconde aos nossos pobres, retrahmos o juizo, que haviamos formado a seu respeito, e toda e qualquer palavra, que possa offender o seu contricto coração. (As nossas embhoras hoje de nada valem, mas o seu procedimento aconselhado pelos seus collegas, hade ser remunerado pelo Omnipotente, que foi o primeiro a dar-nos o exemplo d’amor e caridade para com o proximo, e nós pela nossa parte perdoamos-lhe todas as palavras graves, que nos dirigiu, no seu artigo laudatorio, para que nos não coubesse essa bobra de o louvarmos.)