Vinte e dous PP
No «Publicador Maranhense», jornal de Maranhão, de 27 de agosto, lê-se o seguinte: Um pintor filho de Portugal, estabelecido em uma cidade do Brazil, querendo attrahir a attenção do publico, poz na porta da casa em que morava, o seguinte letreiro:—Vinte e dous PP.—O governador da cidade, vendo aquelle letreiro, tomou nota do numero da casa, e mandou vir á sua presença o pintor para lhe explicar o que aquillo queria dizer. Appareceu este, e sendo perguntado respondeu:—Chamo-me Pedro Paulo Pinto Peixoto, Pobre Pintor Portuguez; Pinto Palacios, Portas, Paredes, Pilares, Pannos, Paineis, Pilastras, Paisagens, Pyramides e Panoramas. Tornou-lhe o governador:—Então só são 19. Faltam 3. O homem acrescentou:—Por Pouco Preço. Deu-se por satisfeito o governador, deu-lhe uma quantia e disse-lhe: São com effeito muitos PP. A que tornou o pintor, arrecadando o dinheiro:—Ainda tenho mais cinco PP. e são: Pareço Pobre, Porem Possuo Patacas.