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Algarve · Beja · Coimbra · Faro · Lisboa · Mértola · Portugal Governo Civil

Dizem-nos d’esta villa: Veio no vapor Guadiana e seguiu para Lisboa, o ex.mo barão da Capellinha. Chegou de Faro, o sr. pagador das obras publicas a fazer o pagamento aos trabalhadores empregados nos vaus. Muito gosto ver todos os dias o embarque e desembarque, do conductor Azevedo, (que nosso Pacha) com o seu bote puxado a 6 remos, saltando os remadores para se curvarem e darem a mão ao seu chefe, é bonito trabalho, e são bem ensinados. Tem andado em serviço da fiscalização, o fiscal d’este districto, o sr. Fundado, recolhendo no dia 9 a esta localidade, aonde recebeu a infausta noticia da morte de seu sogro, acompanhando-o nos seus soffrimentos. Parte no dia 21 do corrente, para Coimbra, onde vae continuar os estudos, o nosso amigo Garrido, desejamos-lhe boa jornada, e que breve venha para o seio de sua familia e amigos, como deseja. Teve logar no dia 6 ás 8 horas da noite, a inauguração da sociedade progressista, de Faro, concorrendo para cima de 100 socios; assistiram á abertura da mesma sociedade o ex.mo secretario geral do governo civil, e administrador do concelho; a musica tocando o hymno da sociedade, e duas girandulas de foguetes, annunciavam ao publico semelhante regozijo do progresso entre amigos e patrícios. Foi lido o discurso, feito pelo socio o sr. Almeida Vilhesa, sendo muito applaudido. Nos intervallos da orchestra, houve concerto de piano executado pelo sr. Januario Corrêa, e de rabeca pelo sr. Francisco Pedro da Silva Soares, dando fim com algumas poesias recitadas pelos ex.mos doutor Guimarães, Caldeira, Penteado, Ramalho Junior, e Januario Corrêa, sendo muito applaudidos. É para estranhar que, a principal estrada que é diariamente, os passageiros são encontrados, onde até de noite se encontram diligencias carregadas de passageiros, seja aquella que ainda não está concluida, falo da estrada de Mertola a Beja, e principalmente á sahida da villa sem estar completa, nem ter por cima das pontes os caneirões de cantaria e alvenaria; sirva de modelo aquellas estradas do Algarve, que servem de commodidade ao passageiro, e ás habitações das localidades que passeiando teem onde [ilegível] encontram, ao contrario que acontece d’aqui para Beja, se qualquer cavalheiro quizer dar um passeio pela estrada, caçar fóra da estrada sentados no [ilegível], se a planta d’esta estrada não ser [ilegível] que foram remettidas ao ministerio das [ilegível]! ! * Será conveniente que a estrada de 1.ª ordem, [ilegível]