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Artigo

Unguento para as arvores

Meteorologia e fenómenos naturaisSecas

Lê-se na Gazette dei Campagne: O sr. Villermoz—fallando no boletim da sociedade de horticultura do Rhodano, dos unguentos mais proprios para curar as moléstias das arvores, e cicatrizar-lhes as chagas, ensina o modo de fazer o unguento de Cadel, de Vaux, que, segundo este, substitue todos os outros. Toma-se: Areia siliciosa 1 parte; Cal apagada 1 parte; Gesso cozido ou cru 2; Cinzas de madeira 2; Pó de carvão 1; Húmus ou terriço 2; Terra argilosa 3; Excrementos de cavallo 1; vacca 3; Pedaços finos de palha 4. Reduzem-se a pó os corpos solidos, juntam-se e peneiram-se. Os excrementos de cavallo e vacca dissolvem-se em urina e junta-se-lhes a terra peneirada e a palha miúda. Mistura-se tudo bem com espatula de pau e dá-se á massa uma consistencia molle. Deve haver o cuidado de ter-se este unguento ao abrigo do ar, para que se não desseque. Antes de applicar este unguento corta-se á arvore a madeira secca, limpa-se, lavam-se as feridas, tira-se-lhe a casca velha, os musgos e outros parasitas, e lava-se repetidas vezes a arvore com succo d’estrume em que se dissolve uma pequena quantidade da composição. Depois disto passa-se com uma brocha sobre a arvore o mencionado unguento dissolvido um pouco mais abundantemente no succo de estrume.