Os prussianos em Paris
Encontramos nas bilhas Iranccz^s oul a correspondência «latada da Paris em 2, e que, como a que publcãmos, dá cpriusos pormenores a respeito da entrada dos prussianos un Paris* «Estamos fimdmente alinmdos dum grande peso. Paswu-se o primeiro dia da oceupaçãu doí Campos Eipim pplos allemães. Não houve motim popular, como le receava. As praças publicas, as ruas, os bou'e vards conservam-se socegados* Não huuve a menor Agitação tumultuosa. Entremos ifalgurn po menores. Drsse já que os bavaros tomaram possa silenciosa mente da praça da Como! ha. Na rua Ruyale houve todavia um incidente que podia pru luzir algum conlliclo p ri goso. Eis o que se d^n : O destacamento de br ta os designado para poetar setitinellas na extremidade da linha d’occupaç:m, conlra as Talher ias entrava nu rua Rbyn^. A cem passos e>ta va u n piquete da guarda nacional. —Alto 1 exclamaram os nossos. Os baviros Continuam a marchar, O piquete fôrma quadrado. Os bavarus param, Lm dos oiTi i ie* adianta-se, cumprimen ta, infirma-se. comprubende «rntãu qu-i ultraspas^ou os limites, pede desculpa e ivtira. A circulação fui iodo o dia pmhibida na rua Rnynle por ter sido occupaibi pui um batalhão da guarda nacional* Não sei se os prussianos, os bavaros e os outros se dâ^ pur mintu sniisl Rns, estando conto «Mão na extremidade de Paris ; mas, em verdade, nada s* parlem menus com uma marcha hntmplial* Agrupados como idiota*, un ant^ como leprosos, nua avenidas dos Ompo^ LHu- # O Seu pap I era renhihmtr hl.uiilhimb\ In n* gmem trinta mil vencedo et, ene errados entre o parapeito du S ma e as ea-as ih rua do /auáoMrg Saiut-Honoré, sem p derem entrar nas ruas talares, a olna em para o interior de Paris. . . d* longe, de muito longe, e dizendo de certo que não valia a pena ter exasperado o odin do* parisiei^es para umi occupação tão esleriL Este odio revelnva se etn t >dos n* g u* pos durante a noite. A próximamo-iios de mais d’um. e invariavelmente notamos em cada um dVlles a firme d terminação de fazer pagar caro aos indignas da Alh ni nha, que vieram procurar mas lar de fijrbma em Paris, a insulem ia dos seus governuS uacionaes. A opinião geral et a que os pru^stanos persistiram em enlmr em Parta, porquê contavam com um movimento popular, e esperavam saquear a cida e. Puas grandes avenidas abertas por baixo do Arc-de-rEtoile, —a avenida de Friedland e a que n mata no mesmo angulu, es tavam cheias de carros despejados. Coet i mais de setecentos Para quem eram e$t s carros? Seriam para a pilhagem? Assim se dizia nos grupos, e esta sm peita nãu encontrava ronlradichir» A discrição da população dr Paris soube porém ludibriar a e^rança dus tw-^os honrados invasores. 0 sul, que até as 2 hora* prot elara I com a sua ausência contra o ^bu^o que u • allemão Ltia da vidurh, não pôde tc^slir ■ por mais tempu á curiosidade de ver comu o exercito du imparador Guilln rine «tasi frutariu o s< u hmH.;tio triumpbo. S«iu pois das nmens, forra4a«d ) cem el1e para fóra de suas cisas os bons hurguezes pa risien^es Digo 6ons, porque souberam conservar sé a uma distancia muito patriótica das ’ linhas persianas c havaras* Digo ftorM, por que os hum tis do povo tinham ubvdeadu A ordem rigorosa de nía sair para além dos seus bairros. Ás tres horas da tarda n mullidão ern grande na rua Sl.-Honoré, rua do fau bourg St.-Honoré, botilevard Malesherbes, no caes da margem esquerda e nos grandes boulevards: mas era uma multidão «impertinente», eomo se du nos romances de Balzac e do Paulo de Kock. • Nenhuns operários; um punhado de g> acoches, eis, tudo ; mas terríveis gravo ches, que estacionaram nas desembocaduras dos Campos Elyseos e incommodavam todos os transeuntes que saiam d’estes bairros ou que se aproximavam muito. A noite foi d uma tranquilidade soberba. A lua, que eslava formosa, jAmois se mostrou assim Iranquilla em Paris. Toda a margem esquerda estava silenciosa. A margem direita não cra lugabre mas estava tão pouco animada, que no, julgavamos transportados a uma das nossas grandes cidades da província. Nem uma só carruagem. Todos os cafés fechados, nos bairros do centro ; nos faubourgs estavam os botequins cutre-abcrlos. As nove horas da noite Ião pouca gente havia na rua Rivoli, e os transeuntes andavam com tamanha tranquilidade, que,aproximando-me um instante no ministério da marinha, pude acreditar no evacuação dos camposElyseos pelos triumphadoresd’alémRheno. Mas uma barricada lembrou-me de repente que estes odiosos allemães estavam em Paris. Onde ? Eu não os via ; a praça eslava absolutamente deserta, e o chão branco, illumimdo pela lua, parecia immaculado. üma linha escura muito pronunciada no nível dos pés dos cavallos, que servem de ornato 6 entrada da grande Avenida, revelava todavia a presença da guarda avança da bavara. A rua Sl.-Honoré estava occripada militarmente pelos nossos soldados de linha e pela guarda nacional. A rua dofaubouig St.-lknoré também. A circulação era muito facil, extrema mente lacil na rua Boissy d’Atiglos, por que as poucas pessoas que se aventuravam nesta rua podiam logo perceber que não lh>s era difíicil entestar com os ailemães. É o que fez uma centena de cdadãos mais curiosos que patriotas, até â minha vista.»