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O BEJENSE
Jornal de Utilidade e Recreio - Versão Digital
Edição n.º 534
23 notícias

Tribunal de contas

Justiça e ordem públicaJulgamentos

Foi julgado quite com a fazenda publica o sr. José da Rocha Ferreira Gavião, na qualidade de thesoureiro pagador deste districto pela sua gerencia desde 1 do julho de 1868 até 30 de junho de 1869, sendo a importância do debito 101:523^166 reis e a do credito 101:523^666 comprehendendo o Saldo de 18.517^376 reis que passou a debito da conta immediata nas seguintes especies : Em impressos 2:108^100 reis, em estampilhas 1:152^600. em letras de divida fundada reis 1:581^0^8. em letras 1:112^571 reis em metal 11:932^454.

Regimento de infantaria 15

Exército

Tenente, o tenente do regimento do 17 da mesma arma Antonio Leilão de Carvalho, pelo pedir.

Mina

Arqueologia e patrimónioDescobertas e achados
Castro Verde · Portugal

Requereu certidão dos direitos da descoberta da mina de maugnuez situada no monte da Ciçuera. fregurzia de Castro Verde, o sr. Tbomüz ILdb nden.

Contingente

Geral

Na proposta de contribuição predial o contingente pedido a este districto é de 77:768^400 reis.

Delegado

Município e administracção localChegadas

Chegou hontem a esta cidade e já tomou posse o novo delegado do procurador regio o sr. dr. Lutas Vicente.

Economia e comércioImpostos comerciais
Beja · Portugal

Real d'agua—No districto de Beja rendeu o imposto do real de agua no mez de janeiro ultimo reis 612^195 e no de fevereiro 261^023 reis.

Musica

Cultura e espectáculoEconomia e comércioExércitoAgriculturaBanda militar

Tocou no domingo, no Campo de Oliva, a banda marcial do regimento 17 de infanteria.

Revista

Cultura e espectáculoEconomia e comércioExércitoFeiras

Na quinta feira, o regimento 17 de infanteria, teve revista de correame e armamento*

Despacho

ReligiãoNomeações eclesiásticasVisitas pastorais
Igreja

Foi nomeado bispo de Cabo Verde, o vigário capitular desta diocese o sr. José Dias Correia de Carvalho.

Collação

Geral

No Sábado, no paço episcopal. I teve logar a cerimonia da collação do novo prior da freguezia de S. João Baptista desta cidade, o reverendo Bernardo Guilherme da Matta Veiga.

Obras municipaes

Município e administracção localEstradas e calçadasObras municipais

A parte empedrada e macadamisada das ruas oriental e Occidental de Sant’ Catharina está concluída, os cannos de ferro, na juncção do ramal com a rua das Portas de Aljuftrel, estão collocados e o terreno entre as duas ruas, nivelado. A terraplanagem dos outeiros continua : os movimentos de terra chegam já até ao principio da barreira.

Variante

Transportes e comunicaçõesEstradasObras de infraestrutura
Baleizão · Portugal

Anda a estudar-se uma nova variante na estrada de Baleizão.

Juizes ordinários substitutos

Justiça e ordem públicaCrimes
Barrancos · Braga · Serpa · Portugal Romano

Fizeram-se os seguintes despachos de juizes ordinários substitutos : Barrancos Manoel Antonio Alves Romano Braga, Domingos Caetano* Serpa Bacharel José Ricardo Cortez Bcrm u dc Lobão. Antonio Cortez B^rmeg de Lobão.

Provimento

Serpa · Portugal Geral

O conselho de estado deu provimento ao recurso interposto por Ludovína do Pé da Cruz por seu filho Manoel da Palma natural de Serpa.

Orinol

Economia e comércio
Porto · Portugal

Colocou-se esta semana mais um na rua Ancha. Concorreu com a despeza o sr. Sousa Porto.

Para os feridos

Acidentes e sinistrosExércitoNomeações

A subscripção promovida neste districto para os feridos da Guerra franco-allemã produzio 226^763 reis, uma porção de linho para compressas e para mais de 7 kilos de fios.

Funeral

ExércitoSociedade e vida quotidianaFalecimentosReformas

Deu-se hoje á sepultura o corpo do sr. major reformado Simões. Prestou-lhe, no cemiterio, as honras fúnebres uma força do regimento 17 de infanteria.

Obras

ExércitoQuartéis

As da reparação dos telhados do quartel e a construcção das novas latrinas vae começar por estes dias.

Paris 21

Acidentes e sinistrosEconomia e comércioIncêndios
Paris · França Exterior / internacional

Mudou porém a situação. Trinta jornaes dr Paris protelaram contra as rlriçô s determinadas para 22 do março, convidando us ekilores a que se abstenham. Fm certas circumscripções os guardas nacionaes tomam providencias enérgicas para protegerem o bairro respecliv >* Fez-sc uma grande manifestação de cidadãos que se in* tiiulam «lu m uís da ordem.» Todo o dinh^iro cunhado do Banco de França foi conduzido para Versailles e as notas luram queimado*. A assembléa de Versailles volou que se puz^se o departamento do Sena em estado de sitio*

Madrid · Paris · Espanha · França Exterior / internacional · Geral

Madrid, 23,—Os insurgentes negaram-se a libertar Cbanzy, ameaçando luzdako no caso de ataque. Os prussianos manif stam intençRa de voltarem n Paris no caso de continuar a imnrreiçio*

Bordéus 22

Cultura e espectáculoJustiça e ordem públicaLivros e publicaçõesPrisões
Berlim · Paris · Alemanha · França Exterior / internacional

O corpo diplomático transferiu-se para Versailles a pedido do governo*. Dizem de Versailles que os deputadas por Paris se esforçam em convencer os sible^ados de que «levem entrar na ordem mas até agora sem resultado. Thiers manifestou desjus de conciliação. Continua a rcacçAo em Paris a favor da ordem. Rouh t foi preso pelos insurgentes nas immediações de Paris. D ti muito trabilho salm-lhe a vida. Lm jornal de Berlim atIridwe a Nnpoleào a insurreição de Parts. Outro aproveita as desordens de Paris pira dizer que a evacuação dos (orles de é4e é impossível se o governo se não assenhorear de Paris.

Londres 23,

Economia e comércioExército
Londres · Paris · França · Prússia · Reino Unido Correspondência · Exterior / internacional

Na assembléa nacional, em Versailles, hontem, Julio Favre leu uma carta de Bismark mostrando que o aspecto das coibas dentro de Paris oll nece pouca ou quasi nenhuma esperança de que os compromissos ajustados com a Prússia sejam guardado? e que se a revolu ção não fôr immedialammte repremida Paris será bombardeada* Júlio Favre lambem duse que na sua resposta tinha dado a entender que se Paris se não submetesse, havia de combinar com os prussianos para subjugar a insurreição. Causou profunda sensação e admiração esta notioia. Os guardas nacionaes insurgentes fizeram logo sobre os grupos de cidadãos desarmados, matando mais de 20 pessoas, e ferindo outras muitas» Não obstante as ameaças de serem «up’ primidos, os jornas de Paris cqrajosômeute denunciam a insurr-içãv. Os èódavr j dos g’m-raes as$a£cit#adi a que tinham sido enterrados* Lram depois levantados e d ita !<k em um fos<o. O general Cbauzv foi posto em liberda de. Os insuig uies fi/cram requisição ao banco de FiOnça de um milhão de francos»

Os prussianos em Paris

Economia e comércioExércitoMeteorologia e fenómenos naturaisTransportes e comunicaçõesAgriculturaCaminho de ferroCheiasDeserçõesDiligênciasEstacçõesMovimentos de tropasTrânsito e circulacção
Paris · França Correspondência · Exterior / internacional

Encontramos nas bilhas Iranccz^s oul a correspondência «latada da Paris em 2, e que, como a que publcãmos, dá cpriusos pormenores a respeito da entrada dos prussianos un Paris* «Estamos fimdmente alinmdos dum grande peso. Paswu-se o primeiro dia da oceupaçãu doí Campos Eipim pplos allemães. Não houve motim popular, como le receava. As praças publicas, as ruas, os bou'e vards conservam-se socegados* Não huuve a menor Agitação tumultuosa. Entremos ifalgurn po menores. Drsse já que os bavaros tomaram possa silenciosa mente da praça da Como! ha. Na rua Ruyale houve todavia um incidente que podia pru luzir algum conlliclo p ri goso. Eis o que se d^n : O destacamento de br ta os designado para poetar setitinellas na extremidade da linha d’occupaç:m, conlra as Talher ias entrava nu rua Rbyn^. A cem passos e>ta va u n piquete da guarda nacional. —Alto 1 exclamaram os nossos. Os baviros Continuam a marchar, O piquete fôrma quadrado. Os bavarus param, Lm dos oiTi i ie* adianta-se, cumprimen ta, infirma-se. comprubende «rntãu qu-i ultraspas^ou os limites, pede desculpa e ivtira. A circulação fui iodo o dia pmhibida na rua Rnynle por ter sido occupaibi pui um batalhão da guarda nacional* Não sei se os prussianos, os bavaros e os outros se dâ^ pur mintu sniisl Rns, estando conto «Mão na extremidade de Paris ; mas, em verdade, nada s* parlem menus com uma marcha hntmplial* Agrupados como idiota*, un ant^ como leprosos, nua avenidas dos Ompo^ LHu- # O Seu pap I era renhihmtr hl.uiilhimb\ In n* gmem trinta mil vencedo et, ene errados entre o parapeito du S ma e as ea-as ih rua do /auáoMrg Saiut-Honoré, sem p derem entrar nas ruas talares, a olna em para o interior de Paris. . . d* longe, de muito longe, e dizendo de certo que não valia a pena ter exasperado o odin do* parisiei^es para umi occupação tão esleriL Este odio revelnva se etn t >dos n* g u* pos durante a noite. A próximamo-iios de mais d’um. e invariavelmente notamos em cada um dVlles a firme d terminação de fazer pagar caro aos indignas da Alh ni nha, que vieram procurar mas lar de fijrbma em Paris, a insulem ia dos seus governuS uacionaes. A opinião geral et a que os pru^stanos persistiram em enlmr em Parta, porquê contavam com um movimento popular, e esperavam saquear a cida e. Puas grandes avenidas abertas por baixo do Arc-de-rEtoile, —a avenida de Friedland e a que n mata no mesmo angulu, es tavam cheias de carros despejados. Coet i mais de setecentos Para quem eram e$t s carros? Seriam para a pilhagem? Assim se dizia nos grupos, e esta sm peita nãu encontrava ronlradichir» A discrição da população dr Paris soube porém ludibriar a e^rança dus tw-^os honrados invasores. 0 sul, que até as 2 hora* prot elara I com a sua ausência contra o ^bu^o que u • allemão Ltia da vidurh, não pôde tc^slir ■ por mais tempu á curiosidade de ver comu o exercito du imparador Guilln rine «tasi frutariu o s< u hmH.;tio triumpbo. S«iu pois das nmens, forra4a«d ) cem el1e para fóra de suas cisas os bons hurguezes pa risien^es Digo 6ons, porque souberam conservar sé a uma distancia muito patriótica das ’ linhas persianas c havaras* Digo ftorM, por que os hum tis do povo tinham ubvdeadu A ordem rigorosa de nía sair para além dos seus bairros. Ás tres horas da tarda n mullidão ern grande na rua Sl.-Honoré, rua do fau bourg St.-Honoré, botilevard Malesherbes, no caes da margem esquerda e nos grandes boulevards: mas era uma multidão «impertinente», eomo se du nos romances de Balzac e do Paulo de Kock. • Nenhuns operários; um punhado de g> acoches, eis, tudo ; mas terríveis gravo ches, que estacionaram nas desembocaduras dos Campos Elyseos e incommodavam todos os transeuntes que saiam d’estes bairros ou que se aproximavam muito. A noite foi d uma tranquilidade soberba. A lua, que eslava formosa, jAmois se mostrou assim Iranquilla em Paris. Toda a margem esquerda estava silenciosa. A margem direita não cra lugabre mas estava tão pouco animada, que no, julgavamos transportados a uma das nossas grandes cidades da província. Nem uma só carruagem. Todos os cafés fechados, nos bairros do centro ; nos faubourgs estavam os botequins cutre-abcrlos. As nove horas da noite Ião pouca gente havia na rua Rivoli, e os transeuntes andavam com tamanha tranquilidade, que,aproximando-me um instante no ministério da marinha, pude acreditar no evacuação dos camposElyseos pelos triumphadoresd’alémRheno. Mas uma barricada lembrou-me de repente que estes odiosos allemães estavam em Paris. Onde ? Eu não os via ; a praça eslava absolutamente deserta, e o chão branco, illumimdo pela lua, parecia immaculado. üma linha escura muito pronunciada no nível dos pés dos cavallos, que servem de ornato 6 entrada da grande Avenida, revelava todavia a presença da guarda avança da bavara. A rua Sl.-Honoré estava occripada militarmente pelos nossos soldados de linha e pela guarda nacional. A rua dofaubouig St.-lknoré também. A circulação era muito facil, extrema mente lacil na rua Boissy d’Atiglos, por que as poucas pessoas que se aventuravam nesta rua podiam logo perceber que não lh>s era difíicil entestar com os ailemães. É o que fez uma centena de cdadãos mais curiosos que patriotas, até â minha vista.»