Lê
se no Diario de Noticias: «Os 55 contos de réis, que sobraram á commissão de soccorros aos innundados, e que ha dias foram depositados no banco de Portugal, serão destinados a formar o fundo da caixa de soccorros aos operários que se inutilisarem por desastres no trabalho e ás viuvas e orphãos dos que pela mesma causa succumbirem.» Todos têm tido, menos o hospital de Beja, partilha nas sobras da subscripção para os innundados. Foram contemplados com esmolas os asylos da Coimbra, o de Vianna, os famintos do Ceará, todos os estabelecimentos de caridade e beneficencia do districto de Braga, e o resto vae formar o fundo da caixa de soccorros aos operários. Ninguém tem escrupulisado em desviar o dinheiro para fim differente d’aquelle para que os subscriptores o deram, senão o presidente da commissão de Beja! Coisas nossas.