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Coimbra · Lisboa · Messejana · Portugal Correspondência · Interpretacção incerta

Lisboa, 29 de setembro de 1879. (Continuado do n.º 980.) Nada temos que vêr com os factos que o anonymo affirma se passaram antes da nomeação do director do correio, ainda quando elles fossem verdadeiros, o que não podemos saber, pela simples palavra de quem, como o anonymo, só por excepção falla verdade. Não pretendemos o logar de director do correio, nem fazemos guerra acintosa áquelle empregado. Se demos parte d’elle por nos haver retardado a correspondencia official de Messejana, foi em cumprimento dos nossos deveres. Deixámos á auctoridade competente o cumprir os seus, sem que como podiamos tratassemos de saber o resultado da queixa. Quizeram, porém, fazer crêr que na direcção geral dos correios estavam uns poucos de idiotas, para quem tinha mais credito uma absurda e inconsciente declaração do official de diligencias, do que uma parte official do administrador do concelho; publicaram imprudentemente essa declaração, que do official só tem a lettra, para justificarem ainda mais a accusação, e tornaram assim indispensavel fazer-se luz, onde só havia trevas, a fim de cada um assumir a responsabilidade que lhe couber e soffrer-lhe as consequencias. Fiquem certos que não levantaremos mão do assumpto sem que se faça justiça, e nós entendemos ser de justiça a prompta demissão do director do correio. No seguinte numero continuaremos; e já que o anonymo nos deu o exemplo, fallando das laranjeiras do nosso amigo Metello a proposito da defesa do seu cliente, havemos de aproveitar a boa lua em que parece estar, para lhe perguntarmos como elle classificou a malvadez praticada em Coimbra em 1864, cremos nós, pondo ao fogo pela calada da noite á casa do eximio professor da universidade, o ex.mo dr. Dias Ferreira. De v. etc. M. J. Rodrigues de Figueiredo.