Aljustrel—Sr. redactor
Sem querermos fazer alarde da nossa amisade e estima para com o sr. José Pinheiro da Silva, digno provedor da santa casa da Misericordia d’esta villa, pedimos a v. queira dar-nos um cantinho do seu jornal afim de fazermos publico como se presta justiça aos caracteres honrados e dignos. No dia 6 reuniu a mesa da misericordia sobre a presidencia do sr. Pinheiro e depois d’um incidente levantado por um individuo que não sabe guardar conveniencias nem respeitar os preceitos da boa educação, e julgando apoio entre a maioria da mesa, que se prestaria como elle desejava, a desconsiderar o sr. Pinheiro, viu com assombro de todos, que a mesa por unanimidade decidiu que o sr. Pinheiro estudasse as faltas que existem no hospital, e outras dependencias da santa casa, as remediasse empregando n’ellas as quantias que julgasse convenientes. Uma manifestação assim devia necessariamente transtornar a cabeça a todos os que julgavam ver rebaixado o sr. Pinheiro, porque viram com ella esmigalhadas as calumnias de que só elles sabem lançar mão. Esta lição, se for bem aproveitada, pode no futuro dar resultados que façam odiar a calumnia e respeitar os regenerados; mostra que o homem não é escravo d’outro, mas da sua consciencia e que decide como a justiça pede, e que todos teem na memoria a excellente administração do sr. Pinheiro de 1876-1877, que é egual á presente. Um Irmão Mesario.