Versos
Pedem-nos a publicação dos seguintes: Em Coimbra. A minha irmã M. E. Entre estes montes cantados tão poéticos e bellos, crescem mais os meus anhelos, os meus anhelos chorados! Eu não encontro poesia, [ilegível] nem vida. Só [ilegível] a patria querida, era lá que eu só vivia; aqui, em nada acho encantos. Ou no Mondego, ou nas fontes, mettem-me susto estes montes, semelham-se a negros montes. O rio, em seu murmurar, parece-me vir dizer, que martyrio hei de soffrer, que fezes hei de provar. No penedo da saudade, quando escuto e ouço a frauta, a minha dor forte e incauta geme triste d’anciedade. Além da paisagem pura ao fundo quando o olhar [ilegível]: ai! que triste amargura até vem a alma enlutar! Tudo murmurio, gemidos; tudo sombrio e tristonho! Quadro de montes, medonho, attendei meus ais sentidos! C.