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Fuzilamentos

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Madrid · Espanha Correspondência · Exterior / internacional

A Correspondência de Hespanha publica a seguinte noticia dos fuzilamentos e execuções que tem havido no reino visinho por motivo das discórdias políticas. É um triplo quadro: «Desde que terminou a guerra civil os fuzilamentos e execuções que se tem verificado por causa das nossas tristes discórdias políticas teem sido os seguintes: Sendo regente do reino e presidente do conselho de ministros o general Espartero. — Pelas insurreições de outubro de 1841 e a de um esquadrão de cavallaria em Saragoça, sendo capitão general o general Guerreia: 1 ex-ministro da marinha—1 tenente-general—1 marechal de campo—1 brigadeiro—1 coronel—1 commandante—3 capitães—10 sargentos—4 paizanos—Total 23. Sendo presidente do conselho D. Luiz Gonzalez Bravo. — Pelos acontecimentos de Alicante e Carthagena, em 1844: 1 secretario do governo—2 capitães—2 tenentes—3 segundos tenentes—1 cabo—1 soldado—4 paizanos—Total 14. Sendo presidente o general Narvaez. — Pelos successos de Logrono em 1845, sublevação da Galliza, em 1845; de Madrid, em 1848; e de Arahal e Utrera, em 1857: 1 marechal de campo—3 commandantes—10 capitães—2 segundos-tenentes—1 sargento—2 cabos—5 soldados—68 paizanos—Total 92. Sendo presidente o general O’Donnell—Pelos successos de S. Carlos de la Rápita, em 1860; Loja, em 1861; e a insurreição militar de Villarejob da Salvanés no presente anno: 1 marechal de campo—1 coronel—um capitão—2 sargentos—8 paizanos—Total 13.» O numero total dos fuzilamentos e execuções nas epochas acima referidas eleva-se a 142!