Voltar ao arquivo
Artigo

Que heroina

Acidentes e sinistrosEconomia e comércioExércitoJustiça e ordem públicaSaúde e higiene públicaAgriculturaHomicídiosHospitais
Berlim · Alemanha Correspondência · Exterior / internacional · Hospital

Houve na batalha de Sadowa um episodio terrível e dramatico. Um official prussiano foi ferido com uma estocada pelas costas em um dos combates que precederam a batalha; o moribundo acabou de ver que o seu covarde adversario não era austriaco, mas um moço saxonio, que em Berlim requestara sua jovem esposa, até que por ter esta revelado a seu marido as criminosas intenções do saxonio, o desesperado amante se viu obrigado a fugir. O official prussiano, conhecendo quem assim o feria, escreveu antes de morrer no hospital militar uma carta a sua mulher, narrando-lhe o succedido. No dia da batalha de Sadowa todos admiravam o valor de um moço militar prussiano que marchava na vespera ao exercito, e que accommodava os austriacos com incrível bravura. Em um dos encontros bateu-se espantosamente contra um official saxonio, conseguindo afinal feril-o com dois tiros de revolver. Quando o viu por terra, apontou-lhe a espada á garganta dizendo-lhe: —Assassino, conhece-me! Sou Mathilde, esposa do homem que mataste covardemente. E cravou-lhe a espada no peito. Terminada a batalha, alguns officiaes que tinham presenciado este facto, contaram-no ao príncipe Frederico Carlos, que desejou conhecer a heroina. Procuram-na sem resultado, disse um soldado, que vira o cadaver de Mathilde estendido no campo de batalha!