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Fazendo a rainha Victoria algumas excursões ao castello de Balmoral, acompanhada d’uma de suas damas d’honor, regressava um dia quando, ao atravessar um caminho estreito, viu uma pobre mulher a trabalhar n’um campo; ao lado d’ella havia algumas enxadas, o que indicava que a camponesa tinha companheiros no trabalho. A rainha parou um instante. —Trabalha sosinha, boa mulher?—lhe perguntou, assentando-se sobre o tronco d’uma arvore. —Pois que hei-de fazer? Os outros foram-se embora. Dizem que chegara a rainha, e quizeram ir vêl-a! —Porque não fez como elles?—perguntou S. M. A mulher alçou os hombros. —Eu? e para quê?—disse ella—pensa que devo deixar a minha lida para ver a rainha? Que lucro me dava isso? Os parvos que foram postar-se em volta do castello perderão um dia de trabalho, e é o lucro que tiram. Sou muito pobre para fazer como elles, tenho de alimentar cinco filhos, e meu marido está enfermo. S. M. pegou na bolsa de sua dama e a vasou nas mãos da mulher estupefacta. —Póde dizer aos seus companheiros que foram ver a rainha—que a rainha a veiu ver a si.