Os paços do concelho
Educacção e instruçãoEstatísticasJustiça e ordem públicaMunicípio e administracção localReligiãoJulgamentosProfessoresSessões da câmara
Estão concluidos interiormente os paços do concelho e a camara determinou que o edificio esteja franco domingo, para quem o queira visitar. Convirá dizer alguma cousa sobre a decoração das sallas principaes para illucidar o maior numero. Salla azul—N’esta salla procurou-se honrar as povoações principaes do districto representando-as pelos seus brazões de armas, apresentar os principaes capitulos da historia do concelho e do governo municipal em geral e os graus que na hierarchia administrativa, ecclesiastica, etc., etc., a cidade tem occupado. Assim temos Julio César symbolisando o Conventus juridicus; D. Affonso III a reedificação de Beja e a consolidação dos municipios; D. Diniz a fortificação de Beja e os privilegios aos lavradores da cidade e seu termo; D. Manoel o ducado; D. Henrique a creação do celleiro commum e restituição aos vereadores de Beja dos seus fóros; D. Pedro II o infantado; D. José I o bispado; D. Maria II as sédes de districto e comarca e Alexandre Herculano a defeza dos municipios. Salla verde—Esta salla destinada a honrar a memoria dos filhos de Beja notaveis nas letras tem os seguintes retratos: D. Francisco Alexandre Lobo, D. Fr. Amador Arraes, Bento Gil, José Agostinho do Macedo, Antonio de Gouveia, Jacintho Freire de Andrade, Angelo Pacense, Espinosa e Diogo de Gouveia. N’outra salla encontra-se circumdando as armas do concelho as seguintes datas: 1162 (revolta a favor de D. Affonso Henriques), 1583 (revolta a favor do Mestre de Aviz), 1640 (revolta contra os castelhanos), 1808 (revolta contra os francezes), 1820 (adherencia á revolução do Porto), 1833 (revolta a favor de Maria II). Na salla do tribunal, está no tecto o quadro da justiça, na moldura da parede principal, por cima da cadeira do juiz o symbolo da lei e nas sobreportas os retratos dos jurisconsultos Pegas, João Affonso de Beja, Christovão Rebello e Antonio de Gouveia. As demais casas do andar nobre estão bem decoradas mas nada temos que explicar.
Acontecimentos na Europa
Arqueologia e patrimónioCultura e espectáculoEconomia e comércioExércitoJustiça e ordem públicaPolítica e administracção do EstadoPreçosReligiãoTransportes e comunicaçõesComércio localCulto e cerimóniasDebates políticosDenúncias e queixasDestruição de patrimónioEpigrafiaJulgamentosLivros e publicaçõesMovimentos de tropasNomeaçõesParadas e cerimóniasPreços e mercadosReformasRestauro e conservacçãoTelégrafoVandalismo
Somos hoje obrigados a preterir a diversas questões mais ou menos importantes do que se occupa a imprensa um dos assumptos mais palpitantes em Paris e sobre o qual largamente escrevem as folhas parisienses—referimo-nos ao processo Roustan—Rochefort—assumpto curiosissimo e de grande importancia politica. Os leitores devem por certo estar lembrados da noticia que a tal respeito demos em uma das nossas ultimas revistas. A questão tomada sob o ponto de vista politico era de summa gravidade para o governo e difficilmente se poderia prever o resultado que teve. Rochefort foi absolvido; isto é, o tribunal deu razão aos intransigentes nas accusações por elles formuladas contra o governo na questão de Tunes. Em um artigo do sr. Rochefort publicado no Intransigeant sob a epigraphe O segredo da questão de Tunes eram accusados os srs. Gambetta e Roustan, cônsul francez em Tunes, de se terem associado com o fim de promoverem uma grande baixa na cotação das obrigações da divida tunesina, compral-as por vil preço, levarem o governo francez a uma intervenção na regencia e a tomar a seu cargo o pagamento das referidas obrigações, que n’esse caso seriam convertidas em titulos de 3 por cento de divida franceza, e assim realisaram um lucro colossal. Segundo a opinião do sr. Rochefort era este e não outro o movel principal da expedição de Tunes. As accusações foram porém mais longe e envolveram outras pessoas. O sr. Rochefort não receando as consequencias que poderiam resultar da luva por elle arrojada ao governo teve egualmente o arrojo de tornar cumplice n’essa questão o sr. Challemel-Lacour, ex-director do jornal La République Française e actual embaixador da republica em Londres. A linguagem empregada nos artigos era violentissima, o que a muitos levava á convicção de estar o sr. Rochefort possuidor de documentos incontestaveis. Conforme era de prever o governo immediatamente instaurou processo contra o sr. Rochefort e contra o gerente do Intransigeant, pelo delicto de diffamação contra os ministros da França em Tunes e em Inglaterra. O tribunal decidiu, porém, que só para com o sr. Roustan se uéra a diffamação como funccionario, pois que o sr. Challemel-Lacour só fôra accusado na qualidade de antigo jornalista. Seguiu-se pois o processo intentado pelo ministerio publico pelo que respeitava ao sr. Roustan, e o sr. Challemel-Lacour, pela sua parte chamou á responsabilidade o sr. Rochefort e o sr. Delpierre, gerente do Intransigeant. No processo em que foi parte o sr. Roustan, e que durou tres dias, os depoimentos das pessoas mais graves e insuspeitas foram altamente favoraveis ao sr. Roustan; entre outros individuos que depuzeram como testemunhas, citaremos os srs. Fernando de Lesseps e antigos ministros dos negocios estrangeiros Waddington e Barthélemy Saint-Hilaire, bem assim diversos funccionarios muito conhecedores dos negocios da Tunesina. Por este facto se poderá julgar da impressão produzida na grande massa da população parisiense. Ficou demonstrado no julgamento d’esse processo pela fórma mais evidente e clara que mr. Roustan tem sido durante a sua já longa carreira diplomatica, seguida em differentes localidades, um empregado honrado e digno, extremosamente zeloso pela honra da França e pelos legitimos interesses dos seus compatriotas. Igualmente ficou demonstrado que quando elle tomou conta do consulado em Tunes, estava com completamente perdida a influencia franceza na regencia, na qual apenas dominavam os cônsules inglez e italiano e que, pouco depois, de a França ter recuperado posto que a muito custo a sua antiga preponderancia, e os interesses dos subditos francezes obtido novas garantias, começaram as intrigas do consul italiano Maceio, de que resultou a exaltação dos espiritos francezes contra os italianos em Marselha, e dos italianos contra os francezes em varios pontos da Italia. Convem ainda observar que por parte do sr. Rochefort nada absolutamente se produziu convincente a destruir essas deprimentes accusações, ou que deixasse manchado o sr. Roustan. A unica cousa que se provou foi que o sr. Roustan mantem em Tunes relações de intimidade com familias indigenas que não foram de boa reputação e especialmente com a do general tunesino Elias Mossali. Mas elle allegou, em sua justificação, que precisa de cultivar essas relações para ter conhecimento do que se passa na regencia, como convem ao bom desempenho da sua missão. Em todo o caso a clemencia do jury para com o sr. Rochefort preoccupou, como facil é de ver em assumpto de tanta importancia, o espirito publico. Um correspondente de Paris em telegramma dirigido á Gazeta de Colonia disse ácerca d’esta questão: “Quando o resultado do processo foi communicado a mr. Gambetta, declarou este que nunca duvidára da absolvição de Rochefort, porque a condemnação, por delicto de imprensa é muito difficil de se obter do jurados parisienses. O sr. Barthélemy Saint-Hilaire commetteu um erre, levando o sr. Roustan a intentar o processo.” A absolvição do sr. Rochefort animou os intransigentes que, cobrado animo nas suas ameaças ao governo, continuam ainda a observar que radicalismo vae estendendo o seu predominio nas principaes cidades e centros de commercio, o que nos demonstra que a França deseja no trilho da liberdade e do progresso conquistar novas e radicaes reformas, que a livrem da perniciosa influencia do ultramontanismo e da que provem dos nefastos e perniciosos principios adoptados pelos conservadores. Um outro assumpto não menos importante está na tella da discussão. É o que diz respeito ao conflicto que se estabeleceu entre o principe de Bismark e o centro ultramontano do reichstag, facto que veio malograr o plano de se formar uma maioria governamental pela alliança d’aquelle grupo parlamentar com os conservadores. A causa primaria d’elle foi a seguinte: n’uma reunião da commissão a que foi submettida a proposta da concessão dos creditos pedidos para as despezas que ficam a cargo do imperio pela inclusão da cidade de Hamburgo na liga das alfandegas allemães, o sr. Windthorst, chefe dos ultramontanos, perguntou ao ministro da fazenda, o sr. Bitter, se a annexação de Hamburgo á liga das alfandegas inglezas, ou melhor, a sua inclusão, que causava no paiz uma alta de commercio e que levaria o estado a fazer sacrificios, não daria queixa ás potencias estrangeiras com relação aos negocios interiores do imperio. O ministro atacou violentamente o sr. Windthorst e declarou que as potencias estrangeiras nenhum direito podiam ter a ingerir-se nos negocios interiores do imperio; a Gazeta da Allemanha do Norte, orgão da politica de Bismark, accusou aspera mente o sr. Windthorst de ter tomado uma attitude anti-patriotica. Foi a violencia do ataque feito por esta folha que levou os deputados ultramontanos a escusarem-se de comparecer na ultima série parlamentar; Bismark, porém, oppoz-se a qualquer transigencia e o conflicto augmentou. Soube-se depois que o sr. Bitter a principio se mostrara favoravel a uma declaração conciliadora, mas o chanceller oppoz-se e d’ahi nasceu o boato de que elle sairia do ministerio. A Gazeta da Allemanha do Norte desmentiu depois essa noticia, affirmando que as declarações francas e explicitas do ministro da fazenda no seio da commissão, a respeito dos direitos que poderiam ter os estados estrangeiros a ingerir-se nos negocios interiores do imperio, tinham merecido appreciação em todos os circulos officiaes de Berlim. Vê-se pois que não ha esperança de que se desfaça o conflicto; e tanto que o chanceller passa, com a mais admiravel sem cerimónia, por sobre os compromissos pessoaes dos ministros que com elle servem. Foi conforme era de esperar grande a impressão produzida no Vaticano quando se soube do malogro do plano. O Vaticano esperava que o chanceller conseguisse organisar com a união dos ultramontanos aos conservadores uma maioria favoravel aos seus desejos e aos trabalhos aguardados com anciedade na questão religiosa. Os factos vieram porém demonstrar que Bismark é hoje impotente para subjugar a vontade da Allemanha e de attentar contra as leis de maio, e que a Allemanha, cançada da politica traiçoeira e conservadora que o chanceller apoiado unicamente pelo velho imperador adoptou, se prepara para o illuminar da seita politica combatendo-o pelo meio do suffragio. É que a vontade livre d’um povo vale mais que a teimosia dos reis e dos seus ministros. É que acima dos thronos e dos altares está uma força poderosa que tudo destroe e reforma e essa força é a soberania popular.
Noticias diversas
Educacção e instruçãoInstrução pública
O numero 21 da obra de propaganda e instrucção, para portuguezes e brazileiros, e que é editada pelo sr. David Corazzi, intitula-se Geometria plana.
Noticias diversas
Justiça e ordem públicaCrimes
Sabemos que o nosso particular amigo o sr. commendador Mariano de Sousa, cedeu em beneficio da casa pia desta cidade, os honorarios que recebeu como juiz de direito substituto desta comarca, no impedimento do respectivo juiz. É louvavel um tal procedimento.
Noticias diversas
Economia e comércio
Domingo, primeiro mercado regular de carne suina, vendeu-se por 3$000 e 3$200 reis cada 15 kilogrammas.
Noticias diversas
Publicou-se o fasciculo n.º 141 e 142 do Diccionario de geographia universal.
Noticias diversas
Educacção e instruçãoReligiãoEscolasProfessores
Teve um insulto apopletico o sr. Correia Baião, padre e professor do lyceu.
Noticias diversas
Economia e comércioExércitoFeiras
Com destino á capital saiu desta cidade, quarta feira de tarde, uma força de cincoenta praças de caçadores 4, sob o commando de um alferes.
Noticias diversas
Economia e comércio
Regulou por 150 réis o kilogramma a carne de marranita no ultimo mercado.
Noticias diversas
Exército
Vae melhor o nosso amigo o sr. major Almeida. Estimámos.
Noticias diversas
ExércitoSociedade e vida quotidianaFalecimentos
Falleceu sabbado a mãe do nosso amigo o sr. José Antonio Domingues, digno alferes de infantaria 2. O nosso pezame.
Noticias diversas
Meteorologia e fenómenos naturaisFrio intenso
Continua a intensidade do frio. As nevadas pela noute são certas.
Foi nomeado director da estação telegrapho
Transportes e comunicaçõesCaminho de ferroEstacçõesTelégrafo
postal de Evora o sr. Guerreiro, que se achava addido á direcção d’esta cidade.
Collocaram
se mais candieiros para a illuminação publica.
Telegramma. Mertola, 30, ás 4 e 41 da tarde
Política e administracção do EstadoTransportes e comunicaçõesGoverno civilTelégrafo
Chegaram hoje [ilegível], governador civil, e [ilegível]. Fiscaes da fazenda apprehenderam hoje 10 porcos depois de feito o manifesto.
Economia e comércioMeteorologia e fenómenos naturaisSecas
Foram nomeados chefes de secção da fiscalisação externa das alfandegas os srs. Manoel d’Oliveira Junior, que está fazendo serviço n’esta cidade, e Francisco Rodrigues Pires Lavado, que está fazendo serviço em Serpa, como fiscaes das alfandegas.
Economia e comércioExércitoMunicípio e administracção localFeirasMovimentos de tropasPartidas
Segunda feira partiu para Lisboa, com sua esposa, o sr. alferes de lanceiros Moreira e Lança, que veio passar alguns dias n’esta cidade em companhia de sua familia.
A limpeza, ou antes a poda, feita hoje no arvoredo da praça de D. Manoel repugna e mette dó. H. estás desforrado completamente.
Cultura e espectáculoBailesFestas civis e populares
Tem estado animados os bailes de mascaras.
Abriu
Justiça e ordem públicaPrisões
se na rua da Cadeia um lindo bazar.
Vae adeantado o assentamento do parquet nos corredores do paço episcopal.
Proseguem as obras do prolongamento da rua de 11 de outubro á circumvallação.
Publicou
Sociedade e vida quotidianaFalecimentos
se o numero 72 da Moda Illustrada. O summario é o seguinte: Gravuras: Vestuario para passeio.—Guarnição de renda renascença.—Bordado para charuteira.—Tira de bordado Richelieu.—Guarnição de tulle.—Renda de crochet.—Cabeção e punhos.—Seis vestuarios para luto pesado.—Vestido de falhe e pellucia.—Vestido granada (frente e costas).—Trajo para menina de doze annos.—Vestido para creanças de tres annos.—Vestido para visitas.—Sobretudo para creança de cinco annos.—Bordado para caixa de luvas.—Doze tiras de bordados de tapessaria.—Dois entremeios para roupa branca.—Tira de bordado de applicação.—Entremeio de renda e galão.—Quarto de tapete de applicação.—Dois vestuarios pretos.—Vestuario para passeio (frente e costas).—Trez modelos de chapéus para visitas.—Sombrinhas. Supplementos: Figurinos coloridos.—Folha de moldes e desenhos.
Lisboa
Arqueologia e patrimónioEconomia e comércioExércitoPolítica e administracção do EstadoReligiãoSociedade e vida quotidianaDebates políticosDescobertas e achadosEleiçõesFeirasObras religiosasPobres e esmolas
23 de novembro de 1881. Este ministerio, á altura da gravidade dos arranjos, começa já a revelar-nos o que d’elle devemos esperar. O ministerio dos basorras foi creado de proposito para matar a hydra da revolução; este, o ministerio dos festeiros de S. Martinho, foram ao poder, para matar esse immenso monstro, para matar o deficit. Nada mais ridiculo e grotesco do que estes baldomeras. São impagaveis. Estes titeres ás ordens do sr. Antonio Maria, teem tanto de parvos, como de malevolos. Mas emfim: ao menos tenhamos ainda algumas esperanças. D’esta vez é que o deficit estica a canella. O caro vae-se deitar a elle como S. Thiago aos mouros; e para começo, já vieram de Londres 100:000 libras. Assim é que é bom. Consta que quem vae para ministro da guerra é o sr. Francisco Maria da Cunha, antigo membro do partido progressista, e recente par do reino. Isto está-se tudo a dissolver. A mania dos arranjos vae sendo moda. Cada um arranja-se conforme póde. Está no levantar da feira. A imprensa assalariada, tem berrado contra o ministerio francez, que é um regalo ouvi-la. Chega a dizer cada parvoice, que causa nojo. E as descobertas que teem feito com relação ao mesmo ministerio? Isso sim; isso é que é obra aceiada. Pois elles até chegaram a descobrir que o ministerio francez é composto de mediocridades, e homens completamente desconhecidos! Pobres tolos. O grande Fontes, e seus titeres é que são intelligentes e grandes estadistas. Mas os francezes prosperam com as suas mediocridades, emquanto que nós cada vez estamos mais empenhados e mais proximos da bancaróta. Quando foi o apuramento dos votos da eleição camararia, viu-se que o sr. visconde de Rio Sado não se achava na lista dos elegiveis; e por esse motivo foi contado para camarista o sr. Elias Garcia como mais votado. Nas eleições da junta de parochia, em quatro freguezias venceram os republicanos; e podiam vencer em todas, ou quasi todas, se trabalhassem com vontade: pois que os amigos do governo, como lhe não cheirava a dinheiro, abstiveram-se de ir á urna. Consta que o partido republicano de Lisboa, quer fazer uma manifestação patriotica no dia 1.º de dezembro. Appoiâmos. Lacerda e Mello.
Correspondencias—Serpa, 29 de dezembro de 1881. Sr. redactor
Cultura e espectáculoReligiãoLivros e publicações
Peço a v. a bondade de inserir no seu acreditado jornal a seguinte declaração: O jornal Districto de Beja publicou em um dos seus numeros um artigo infamatorio contra a pessoa do ex.mo sr. dr. Francisco Rodrigues de Macedo e os cidadãos honrados e prestantes d’esta villa, indignados por tão grande e inaudita infamia e não querendo macular-se na torpeza do articulista, protestaram contra o artigo e mandaram publicar o seu protesto no mesmo jornal aonde apparecera aquella immundicie; o Districto de Beja recebeu o protesto mas não o publicou, havendo-o promettido. Os signatarios, indignados por esta falta de cumprimento de palavra da redacção do Districto de Beja, vão hoje mesmo expor o protesto para ser publicado no seu jornal o Bejense. Pela inserção destas linhas lhe ficarão muito gratos os de v. etc. Padre Antonio Manuel Franco, Joaquim Pacheco da Costa Aguiar, João José da Malta Zorro, Eduardo Augusto Moraes, Domingos Maria Duarte Galeão, Antonio Joaquim Bentes.
Correspondencias
Arqueologia e patrimónioCultura e espectáculoJustiça e ordem públicaCrimesEpigrafiaLivros e publicações
Afirmam muitos cidadãos desta localidade, que o abaixo assignado, promovido aqui a favor do ex.mo sr. dr. Francisco Rodrigues de Macedo, a juiz de direito n’esta comarca, contradictando um artigo inserto no jornal Districto de Beja com a epigraphe O Passaro Bisnau e que dizem referir-se a este cavalheiro, é tambem uma manifestação politica. Como a minha assignatura figura naquelle documento, venho declarar que ella unicamente significa a divergencia em que estou com o auctor do citado artigo, na parte que se refere ás qualidades d’aquelle magistrado. Serpa, 22 de dezembro de 1881. Francisco Antonio de Goes.
Bibliographia—Jesu-Christo
Arqueologia e patrimónioReligiãoObras religiosasRuínas e monumentos
Por Luiz Veuillot. Acaba de ser distribuido o 5.º fasciculo d’esta obra que é seguida de uma tentativa acerca da arte christã por E. Cartier, obra depois de concluida formará um volume in 4.º, illustrado com 180 gravuras executadas por Huyot & Filbo e 16 chromo-lythographias segundo os monumentos artisticos desde as Catacumbas até aos nossos dias. O fasciculo que temos sobre a banca do trabalho contém o seguinte: A pesca milagrosa (chromo), o trinta e duas paginas com doze gravuras. O volume conterá 574 paginas de texto com 180 gravuras, 1 gravura de duas paginas, 1 grande gravura occupando seis paginas com fundo china, e 16 bellissimas chromo-lythographias, das quaes 1 occupa 2 paginas. Todos os mezes se distribue um fasciculo. Os pedidos devem ser feitos á casa editora de David Corazzi, empreza Horas Romanticas, Lisboa.
Bibliographia—Historia de Portugal Illustrada
Preços
A empreza litteraria de Lisboa acaba de publicar mais tres fasciculos d’esta importantissima obra escripta com a maxima imparcialidade e ao alcance de todas as intelligencias. Dois dos fasciculos pertencem ao terceiro volume e um ao sexto volume. A obra vae muito adeantada e tem sido geralmente apreciada. Os fasciculos são illustrados com uma excellente gravura em separado e impressa em papel velino. A Historia de Portugal é distribuida em fasciculos, contendo tres folhas de oito paginas, formato in-folio com duas columnas, typo completamente novo e optimo papel. Cada fasciculo custa a módica quantia de 100 reis, ao alcance de todas as bolsas.
Bibliographia—Historia Universal
Cultura e espectáculoExércitoPreçosLivros e publicações
A antiga Bibliotheca dos Dois Mundos, rua do Carvalho, 19, acaba de publicar mais um fasciculo d’esta obra em dois volumes por Lévi Alvares e que trata consubstanciadamente dos mais importantes successos desde os primitivos tempos até aos nossos dias. É redigida segundo um methodo completamente novo e corrigida e ampliada na parte relativa á historia de Portugal e á de Hespanha por Fernandes Costa, capitão de artilheria. Cada fasciculo custa 60 reis. O primeiro volume contém 638 paginas e custa brochado 1$000 reis. A publicação d’esta obra deve em breve estar concluida.
Bibliographia—O Fiacre n.º 13
Arqueologia e patrimónioEstatísticasJustiça e ordem públicaPreçosReligiãoArquitectura históricaCrimesFestas religiosas
Já se acha concluido e exposto á venda o primeiro volume d’este curiosissimo romance que a empreza Serões Romanticos está publicando. É seu auctor o conhecido e festejado romancista Xavier de Montepin. O Fiacre n.º 13 produziu em Paris verdadeira sensação e entre nós é lido com muito interesse. A traducção está a cargo do sr. Julio de Magalhães. Todas as semanas se distribue um fasciculo de cinco folhas ou quatro folhas e uma gravura pela diminuta quantia de 50 reis. A mesma empreza tem á venda no seu escriptorio, rua da Cruz de Pau, 26, uma excellente gravura propria para quadro de salla—Nova vista geral do Bom-Jesus do Monte (proximo a Braga) representando o grande portico da entrada, todas as escadas, escadarias, fachadas da egreja, etc., nitidamente impressa em França, em superior papel de grande formato, por um processo que imita a photographia. É esta a vista mais completa que até hoje tem apparecido. Custa 500 reis.
Bibliographia—A Moda Illustrada
Cultura e espectáculoEconomia e comércioEducacção e instruçãoTransportes e comunicaçõesDiligênciasLivros e publicações
A empreza Horas Romanticas acaba de distribuir o numero 70 d’este excellente jornal de familias. A grande utilidade e importancia d’esta publicação, a primeira no genero entre nós e que muito honra a empreza, está de ha muito reconhecida e comprovada. O presente numero vem esplendido e além do figurino colorido contém as seguintes gravuras: Vestido lilaz.—Vestido para passeio (frente e costas).—Dois laços para pescoço.—Bordado de contas sobre fundo de tulle.—Dois cantos bordados para cabeções.—Renda de crochet.—Carrangueijo de metal.—Renda de crochet.—Doze trajos differentes para meninas de tres a quinze annos.—Elegante vestuario preto.—Vestido de panno elastico.—Vestido de setim aveludado preto (frente e costas).—Tira de bordado Richelieu.—Pluma amazona.—Dois guardanapos bordados.—Panno para costas de cadeira.—Duas cercaduras para lenço.—Laço de pescoço.—Renda de crochet.—Vestido de panno beije (frente e costas).—Cabeção e punhos.—Capa para visitas.—Capa para carruagem.